A pesquisa pública para o desenvolvimento do agronegócio do Estado de São Paulo está em processo acelerado de mudanças.
O Decreto 44.885 , de 11 de maio de 2000 e o Decreto 46.448 de 08 de Janeiro de 2002, do governo paulista consolidou a apta – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios como a instituição estadual, com a finalidade de gerar, adaptar e difundir conhecimento para o desenvolvimento sustentável desse segmento estratégico da economia paulista e nacional.
A APTA produzirá resultados, numa visão de cadeia de produção, pela interação entre seus centros de excelência representados pelo: Instituto Agronômico, Instituto Biológico, Instituto de Economia Agrícola, Instituto de Pesca, Instituto de Zootecnia e Instituto de Tecnologia de Alimentos. Na apta , trabalham 675 pesquisadores (dos quais 518 pós-graduados), contingente que corresponde a mais de um terço do quadro que integra o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), tendo ainda 64 unidades experimentais regionais, 43 laboratórios de pesquisa, consistindo numa instituição de pesquisa que insere-se entre as duas mais importantes do Hemisfério Sul, com várias de suas unidades sendo centros internacionais de referência em suas especialidades.
Numa nova abordagem do desenvolvimento regional, a apta está criando os Pólos Regionais de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios em quinze pontos estratégicos localizados nas diversas regiões do Estado, para atuarem com foco nos problemas das cadeias de produção locais. A mudança fundamental consiste no fato de que o foco da pesquisa deixa de ser os experimentos em si e passa a ser a realidade regional. Isso significa que o pólo, tendo ação multidisciplinar, é um irradiador da moderna base tecnica para uma área determinada, operando de forma compatível com o conceito abrangente de cadeia de produção.
A nova organização otimiza o uso dos recursos públicos no decorrer das ações conjuntas: programas de pesquisa, de experimentação, de produção de bens e de prestação de serviços, com metas e cronogramas definidos. Ao mesmo tempo, a articulação da pesquisa torna possível identificar e depois eliminar os principais pontos de estrangulamento que emperram o desenvolvimento sócio-econômico local. O pólo também permite manter estáveis equipes treinadas de técnicos em sua área de atuação.
Embora tenha alcançado resultados notáveis ao longo de mais de um século de contribuições ao desenvolvimento nacional, o sistema paulista de pesquisa para o agronegócio, fragmentado em institutos isolados, não estruturava-se para uma prática de interação que conduzisse para uma visão de totalidade do processo de transformação econômica e social. Com a criação da apta e dos pólos regionais, São Paulo procura dar um salto qualitativo na sua organização de pesquisa, que sustentada no patrimônio científico e tecnológico existente, esteja à altura do desafio do enfrentamento dos obstáculos que deverão ser superados na trilha do desenvolvimento nacional no príoximo milênio.
Com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo está apta a desenvolver o agronegócio.
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