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ASPECTOS SANITÁRIO DA CAPRINOCULTURA FAMILIAR NA REGIÃO SUDOESTE PAULISTA

Carlos Frederico de Carvalho Rodrigues, Elizabeth Alves e Nogueira, Nilda Tereza Cardoso de Mello, Frederico Fontoura Leinz, Antonio Carlos de Carvalho Filho, Diorande Bianchini, Ana Maria Sannazzaro O Plano Diagnóstico Agrícola Municipal-Caprinos traçou o perfil sócio-econômico de caprinocultores familiares de seis municípios da região Sudoeste paulista, relacionando essas informações com condições zootécnicas e prevalência de doenças. Um questionário participativo foi aplicado em 35 criatórios, totalizando rebanho de 953 cabeças (63% leite, 30% misto, 7% carne). Orientações veterinárias em 29% das criações, quarentena na aquisição de animais seguida por 26% dos criadores, exames sanitários de rotina em 23% das propriedades e carteira de saúde humana em 23% dos locais pesquisados. Período de carência para venda e consumo de carne e leite após uso de insumos respeitado por 54% dos caprinocultores. Desverminação era o principal método de controle de endoparasitoses, praticada em 77% das criações, onde 49% faziam rodízio de princípios ativos, aleatoriamente e ou por calendários fixos, estado clínico e condição corporal dos animais; não realizam Teste de Eficácia dos anti-helmínticos, 3% dos criadores fazem exames parasitológicos (OPG, coprocultura). Verminoses acometiam 37% dos criatórios, incidência maior em animais jovens (51% das propriedades). Dermatobioses, miíases, sarnas e piolhos em 51%, 49% e 35% dos criatórios em animais adultos e 43%, 31% e 25% em jovens, com uso indiscriminado de parasiticidas para seu controle. Vacinação não era prática rotineira, metade dos criadores imunizavam contra febre aftosa (não obrigatória), somente 50% vacinavam contra raiva (obrigatória); apesar de barata e de fácil aquisição, a vacina contra clostridioses era pouco empregada; 3% imunizavam contra podridão dos cascos. Conjuntivite bacteriana acometia 17% dos animais adultos, jovens em 9% das criações. Podridão dos cascos afetava 29% dos adultos, e em 20% dos criatórios mais em jovens, pedilúvio não era utilizado. Linfadenite caseosa (casos constatados paralelamente) e clostridioses não foram descritos, fato incomum na caprinocultura. Ectima contagioso (10%) e 6% de CAE (artrite-encefalite caprina) foram descritas; sorologia para CAE em 6% dos criatórios, 9% de descarte dos animais suspeitos. Toxemia da gestação (11%) e fotossensibilização (6%) foram relatadas. Mortalidade de 9% e 66% entre animais adultos e jovens. Foi observada promiscuidade dos caprinos com outras espécies domésticas, dividindo pastos e ou instalações diversas. Políticas públicas, orientação técnica, capacitação e investimentos em instalações, fômites e insumos são indicados para inserção da caprinocultura familiar como agronegócio. ______________________________________ Texto produzido pelos pesquisadores científicos Carlos Frederico de Carvalho Rodrigues, Frederico Fontoura Leinz e Diorande Bianchini (UPD Itapetininga), Antonio Carlos de Carvalho Filho (UPD Tatuí) e Ana Maria Sannazzaro (UPD Sorocaba) - Pólo Regional do Sudoeste Paulista, e Elizabeth Alves e Nogueira e Nilda Tereza Cardoso de Mello (Instituto de Economia Agrícola - IEA), órgãos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, institutos de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Mais informações através do e-mail frediz@aptaregional.sp.gov.br, dibianchini@aptaregional.sp.gov.br, frederico@aptaregional.sp.gov.br, anamaria@aptaregional.sp.gov.br
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