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Brasil deve liderar exportação

A previsão anterior do USDA era de que o Brasil só ultrapassaria os EUA no ciclo 2008/09.A participação do Brasil no comércio internacional de soja crescerá de 35,7% para 39,3%, enquanto a participação dos EUA recuará de 41,9% para 38,9%. "Ainda não há qualquer indicação de como será a produtividade americana. Por enquanto, haverá uma dose de especulação muito grande por conta do clima, mas a notícia mais relevante talvez seja a volta da liderança brasileira", afirmou Renato Sayeg, analista da Tetras Corretora.No relatório, o USDA manteve inalteradas as projeções para o mercado americano. Em termos globais, o órgão previu uma produção de 225,32 milhões de toneladas, 4,3% menor que a passada, com produção na Argentina de 47 milhões de toneladas e, no Brasil, de 61 milhões - ambas consideradas dentro do esperado por analistas ouvidos pelo Valor.As exportações globais foram estimadas em 75,53 milhões de toneladas, 7,8% mais que em 2006/07, puxada pela importações da China, que aumentam de 30 milhões para 34,5 milhões de toneladas. Flávia Moura, analista da Fimat Futures, ressaltou a redução dos estoques finais, de 63,6 milhões em 2006/07 para 54 milhões no próximo ciclo. Com a redução, a relação entre estoque e consumo fica em 23,9%, contra 27% da safra passada, que havia sido recorde. O percentual também foi considerado confortável por analistas.O relatório neutro não provocou mudanças nos preços dos contratos de soja negociados em Chicago, que subiram ontem com compras de especuladores, estimulados pelas notícias de que a seca no Meio-Oeste dos EUA já afeta as lavouras. O contrato para agosto subiu 9 centavos de dólar, para US$ 8,38 por bushel. Relatório do USDA divulgado no fim da tarde, no entanto, apontou que 71% das lavouras registram condições de boas a excelentes, 1 ponto percentual acima da avaliação anterior.Para o milho, o USDA elevou em 1,48 milhão de toneladas a projeção de estoque inicial da safra global 2007/08, para 94,68 milhões. A safra americana foi mantida em 316,5 milhões de toneladas, bem como as projeções de oferta e demanda feitas para outros países em maio. A projeção de estoque final também foi elevada, de 90,25 milhões para 91,8 milhões de toneladas. Dessa forma, a relação estoque/consumo global aumentou de 11,7% para 11,9%. Na safra anterior, esse índice era de 13%.Para Leonardo Sologuren, da Céleres, o nível de estoque global permanece muito baixo. "O mercado esperava que o relatório fosse mais baixista, porque os EUA conseguiram cultivar os 36,6 milhões de hectares. Só isso foi suficiente para estimular a alta dos preços", disse. Ontem, o contrato para setembro negociado na bolsa de Chicago subiu 14,75 centavos de dólar, para US$ 4,05 por bushel. A maior mudança ocorreu no trigo. O USDA reduziu em 1,4% a projeção de safra global feita em maio, para 610,15 milhões de toneladas, por conta de quebras de safra na Rússia e na Ucrânia devido a problemas climáticos. O estoque global final foi reduzido em 1 milhão de toneladas, para 112,03 milhões. O relatório influenciou as cotações na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos para setembro subiram 29,25 centavos de dólar, para US$ 5,7175 por bushel. (fonte: Avicultura Industrial)
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