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Brasil incrementa exportação de frutas

Segundo Antônio Sarkis Júnior , presidente da Câmara, o agronegócio tem grande potencial de acordos para produtos como frutas, sucos e produtos industrializados. “O Egito, por exemplo, é forte importador de produtos do agronegócio do Brasil, o que apresenta boa oportunidade para o aprofundamento e o incremento das relações comerciais entre os países”, diz. A projeção do presidente da entidade é de fechar o ano de 2007, com 15% mais de exportações em frutas e derivados para aqueles países. Outro fator, que segundo o executivo, está atraindo mais investidores , é o fato dos países visitados estarem mudando as respectivas legislações. O Marrocos já vem implementando tratados de comércio com os Estados Unidos e com a União Européia. A Tunísia passa por reformas que buscam estimular o crescimento econômico e diminuir o desemprego, em especial a reforma fiscal e a do setor bancário. Já o Egito está incentivando as exportações e o fluxo turístico interno, o que está impulsionando as perspectivas para um aumento do consumo e dos investimentos privados. Potencial Para Paulo Passos , consultor internacional que vai representar o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) na missão, o objetivo é abrir novos mercados, promovendo os sucos e frutas do Brasil junto aos possíveis importadores para futuras negociações. “O Marrocos importou, em 2006, US$ 46,8 milhões de frutas e sucos. Já a Tunísia comprou US$ 21,7 milhões e o Egito, 118 milhões de litros de sucos, estes números demonstram o potencial destes países para frutas e sucos, e o Brasil possui capacidade de suprir este mercado, visto que produzimos 40 milhões de toneladas de frutas”, revela. Segundo o executivo, este ano a entidade já representou os associados (90 empresas atualmente) em feiras como a Gulf Food realizada em Dubai que contou com a presença de cinco empresas brasileiras que efetivaram negócios na ordem de US$ 400 mil e prevêem mais US$ 3 milhões em negócios para os próximos 12 meses. E no segundo semestre deste ano o Ibraf irá realizar o Brazilian Fruit Festival, ação de promoção, degustação e comercialização de frutas frescas e derivados, em redes de varejo em Dubai. Outro evento na Alemanha terá a participação de uma comissão de produtotes brasileiros. Negócios Uma das empresas participantes é a Predilecta Alimentos , que já mantém relação comercial com compradores do Egito e prospecta ampliar seus negócios. De acordo com Ivini Granado , gerente de Exportação da empresa, os produtos da companhia já estão presentes em 55 países e, com a missão, essa participação tende a crescer. “Já vendemos polpa de fruta para o Egito. Nossa projeção é de fazer negócios da ordem de US$ 100 mil em médio prazo e triplicar em três anos”, constata. A executiva acredita que a efetivação de acordos comerciais são fundamentais para as empresas do setor ampliarem suas margens de negócios. “Alguns países não consomem determinadas frutas e divulgar o produto é fundamental”, conta. De acordo com Eduardo Moraes , sócio gerente da Latinex , empresa que comercializa produtos alimentícios com sede em Curitiba (PR), a empresa deverá assinar um contrato com um importador líbio para embarcar o equivalente a US$ 60 mil por mês em leite e sucos durante um ano, valor que ele acredita chegar em US$ 100 mil mensais. “A participação na missão do norte da África será uma forma de intensificar nossa presença na região”, conta.(fonte: DCI)
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