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Brasil Vai Bater Recorde Na Exportação De Carne Bovina

As exportações de carne bovina do Brasil serão recorde esse ano apesar das restrições feitas por mais de 50 países ao produto brasileiro devido aos focos de febre aftosa detectados no país em outubro. O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, vendeu nos primeiros 11 meses de 2005 um recorde de 2,22 milhões de toneladas de carne bovina e miúdos, por US$ 2,906 bilhões, informou nesta terça-feira (20-12) o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinícius Pratini de Moraes. Segundo Moraes, até fim do ano as exportações alcançarão 2,35 milhões de toneladas, gerando o valor recorde da ordem de US$ 3,1 bilhões. Em comparação com os resultados de 2004, as projeções da Abiec tiveram aumentos de 30% e de 26%, respectivamente. "Apesar do problema da aftosa, as exportações de carne bovina do Brasil continuam um sucesso", disse Moraes em entrevista coletiva em São Paulo. Desde outubro, as autoridades informaram a existência de 32 focos de febre aftosa nos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, o que levou 52 países a impor embargos totais ou parciais às importações de carne brasileira. O presidente da Abiec explicou que a febre aftosa reduziu em US$ 250 milhões as exportações de carne do país, número muito abaixo dos cálculos iniciais, que estimavam a perda de US$ 1 bilhão por causa da doença. "Nossa grande preocupação não é tanto com os números, mas com o dano sofrido pela imagem da carne brasileira", disse o presidente da Abiec, que acrescentou que os países sul-americanos devem trabalhar conjuntamente com o Centro Pan-americano de Febre Aftosa (Panaftosa) para tentar erradicar a doença na região. Moraes acrescentou que "não é coincidência" que os focos de aftosa no Brasil nos últimos anos tenham sido detectados em estados que fazem fronteira com Argentina, Paraguai e Uruguai, por isso é necessário desenvolver uma estratégia comum de erradicação. De qualquer forma, os exportadores esperam que em 2006 o país possa voltar a exportar para os países que vetaram a carne brasileira esse ano por causa da aftosa, especialmente a Rússia, o principal comprador individual do Brasil. Sobre as projeções do setor para 2006, disse que dependem basicamente do comportamento da taxa de câmbio, pois a forte valorização do real em relação ao dólar ocorrida em 2005 prejudicou o desempenho da agropecuária brasileira como um todo. Apesar de recuperar terreno nos últimos dias, o dólar caiu 10,25% no Brasil neste ano, o que segundo Moraes provocou uma queda da renda do setor agropecuário e freou os investimentos em agricultura e pecuária. Se em 2006 o Brasil recuperar os mercados perdidos com a febre aftosa e o dólar se mantiver em torno dos R$ 2,35 nos quais se encontra atualmente, as exportações de carne bovina podem crescer entre 15 e 20% em valor e um pouco menos que isso em volume, afirmou o dirigente da Abiec.
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