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Cafeicultores paulistas utilizam mais títulos financeiros na comercialização

A utilização de títulos financeiros (Cédula de Produto Rural, venda antecipada com ou sem opção e leilão/contrato futuro BM&F) na comercialização de café por parte dos produtores paulistas aumentou 92% na safra 2005/06, em relação à safra anterior. Assim, a participação percentual dos títulos financeiros na produção comercializada passou de 2,5% para 4,8%. É o que revela estudo de pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, publicado na edição de fevereiro da revista Informações Econômicas, disponível no site www.iea.sp.gov.br. A maior utilização dos títulos financeiros deve-se à repercussão direta da queda na taxa básica de juros da economia. “As menores taxas de desconto incidentes nos papéis tornam esses títulos mais atrativos para os cafeicultores, além de conferir maior segurança aos agentes envolvidos nas transações comerciais”, dizem os pesquisadores do IEA. O avanço na utilização dos títulos financeiros é bastante concreto nas regiões da Alta Mogiana e do Centro-Sudoeste do Estado. “Em ambas as regiões foram desenvolvidos esforços em treinamento e capacitação de agentes comerciais e gerentes de cooperativas, visando à adoção das CPR´s e demais papéis financeiros na comercialização do café”, explicam os técnicos. Outra constatação é que a preferência pelos títulos financeiros é relativamente maior entre os cafeicultores que possuem 2º grau e nível superior. Já aqueles que possuem apenas o primário completo comercializam, preferencialmente, junto à cooperativa, exportadores/corretores e indústria de torrefação. Estoque em propriedades Também a participação do volume mantido em estoque nas propriedades aumentou de maneira significativa, de 3,0% para 9,5%. Os técnicos alegam que isto “pode expressar uma tentativa de auferir ganho especulativo com a venda do produto, tendo em vista que a safra 2005/06 foi de alta e, logo após o término da colheita, amplificaram-se os volumes comercializados com conseqüente queda dos preços”. Porém, a maior parte da produção ainda continua sendo comercializada por meio de corretagem/exportador, embora tenha apresentado ligeira queda (de 41,0% na safra 2004/05 para 40,3% na safra 2005/06). O segundo canal de comercialização dos cafeicultores é a cooperativa (26,6% do volume contra 26,9% na safra anterior). Já no caso da indústria de torrefação e moagem, verificou-se acentuado declínio na participação percentual, ou seja, esta participação no volume comercializado caiu de 8,9% para 5,0% no período analisado. O estudo foi elaborado pelos pesquisadores Celso Luis Rodrigues Vegro, Carlos Nabil Ghobril, Vera Lúcia F. S. Francisco e Maria Carlota M. Vicente.
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