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Cana-de-açúcar tem investimentos em áreas de expansão

A expansão do setor sucroalcooleiro para as novas fronteiras no oeste paulista, no Triângulo Mineiro e no Centro-Oeste, obrigou pesquisadores e cientistas a criarem variedades de cana-de-açúcar adaptadas ao clima e solo dessas regiões. O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), entidade mantida por 132 associados, entre usinas e associações de produtores, já está dando seus passos em direção à criação das variedades. O CTC vai lançar, em 2007, três centros de melhoramento de cana-de-açúcar, com cerca de 100 hectares cada, em Assis e Andradina (SP) e em Itumbiara (GO), pólos dessa nova área de expansão. "No futuro certamente teremos variedades de cana desenvolvidas para as novas regiões, que não se adaptarão aos centros tradicionais da cultura", diz o diretor-técnico do CTC, Tadeu Andrade. Atualmente, o CTC conta com unidades de desenvolvimento em Piracicaba (SP) e Jaú (SP), exatamente nessas regiões mais antigas de produção de cana-de-açúcar. "Nos novos pólos de desenvolvimento, as variedades vão se desenvolver já com a configuração do solo das regiões de expansão", completou o superintendente do CTC, Nilson Zaramello Boeta. Independentemente dos novos pólos de melhoramento, no próximo ano o CTC deve lançar entre quatro e cinco variedades de cana-de-açúcar. Apesar de desenvolvidas ainda em Piracicaba e em Jaú, essas variedades devem ser adaptadas ao máximo às novas áreas de produção de cana, ou seja, aos solos e climas mais rústicos, e ainda ao corte mecanizado, com menos palha e porte ereto. Nove variedades Desde que deixou de ser controlado pela Copersucar e passou ter como acionistas usinas e associações, há pouco mais de dois anos, o CTC já apresentou nove variedades de cana-de-açúcar. Boeta explica que, além de exigir variedades novas, a expansão da cultura trouxe problemas de qualidade sanitária. De acordo com Boeta, muitas vezes o produtor de cana nem sequer preparou os viveiros adequadamente, medida necessária para a reprodução da cultura antes do cultivo em larga escala. "Muitos descuidaram da questão da qualidade sanitária dos viveiros com essa expansão maluca; por isso, o CTC vai instalar para todos os associados o programa que pretende acompanhar o cultivo da muda desde a entrega até a reprodução para o plantio comercial", diz. "O programa muda sadia pretende corrigir esses erros que resultam em perda de produtividade em alguns casos e evitar problemas lá na frente."
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