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Cana foi a cultura com maior renda em 2006

"Está havendo uma explosão na cana-de-açúcar", diz o diretor da Scot Consultoria, Maurício Nogueira. Segundo ele, a diferença maior para o arrendamento se explica porque as usinas preferem trabalhar em um sistema próximo ao da integração da avicultura, ou seja, com a certeza da entrega do produto. Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, explica que o resultado da cana-de-açúcar em 2006 se deve aos preços internacionais mais altos que, no caso do açúcar, chegaram aos maiores níveis dos últimos 25 anos - quase US$ 0,20 a libra-peso. Com isso, aumentou o volume exportado tanto de álcool quanto de açúcar, impactando na renda. Ele argumenta, no entanto, que para 2007, a performance não deve se repetir - apesar de a rentabilidade continuar positiva. Com os preços dos grãos mais elevados, a perspectiva é este segmento também tenha rentabilidade positiva este ano. "Deve diminuir os abismo entre as culturas", avalia Barabach, referindo-se à diferença na rentabilidade dos grãos e da cana-de-açúcar. A incógnita fica para a pecuária leiteira e corte devido ao aumento no custo de produção, inflacionado pelos grãos. O diretor da Scot Consultoria diz que apesar de liderar, a rentabilidade da cana-de-açúcar vem caindo desde 2003 devido às terras mais caras - 20% em São Paulo, no ano passado. Em 2003, a atividade mais rentável era a agricultura de soja e milho, com 13,31%, seguida pela produção de cana-de-açúcar, com 12,39% e pelo arrendamento para este cultivo, com 7,47%. Desde então, apenas a pecuária, em 2004, registrou aumento na comparação com o ano anterior. O levantamento da Scot Consultoria mostra mesmo em atividades com alto emprego de tecnologia a cana-de-açúcar ainda foi mais rentável. Segundo o estudo, houve duas realidades na pecuária: os produtores tecnificados de leite e carne conseguiram rendimentos positivos, enquanto os demais não. No entanto, Nogueira argumenta que a maior parte da pecuária é de baixa tecnologia. Neste caso, o pior rendimento ficou para o leite: - 3,65%. Os baixos preços praticados tanto para a carne - que atingiu o menor valor da história - quanto para o leite explicam o resultado negativo destas atividades. (fonte: Gazeta Mercantil)
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