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Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos solicita estudo ao Sebrae-SP

A Câmara Setorial Especial de Caprinos e Ovinos, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, decidiu solicitar ao Sebrae-SP um estudo da cadeia de produção dos dois setores. O presidente da Câmara Setorial, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, justifica que a ovinocaprinocultura reúne cerca de 10 mil produtores, na sua maioria de porte pequeno, presentes em todas as regiões do Estado. Esses produtores se enquadram no perfil do Sebrae de atendimento aos micros e pequenos empresários. O objetivo do estudo é buscar principalmente a modernização dos elos da cadeia de produção, como agroindústrias, frigoríficos, curtumes e laticínios, com vistas a tornar a exploração mais eficiente e competitiva. “Mas, para alcançarmos esta modernização de maneira correta e sustentável, precisamos de informações importantes que só um estudo aprofundado da cadeia produtiva de caprinos e ovinos poderá subsidiar o desenvolvimento esperado”, diz Arnaldo Vieira Filho. Financiamento do FEAP A Câmara Setorial decidiu, ainda, pedir alterações nas linhas de financiamento do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), em correspondência encaminhada ao secretário de Agricultura e Abastecimento João de Almeida Sampaio Filho. As mudanças abrangem o limite de renda do produtor, a ampliação do universo de beneficiários, teto de financiamento e prazo de pagamento entre outros. Quanto aos beneficiários, a proposta é que o financiamento represente no mínimo 50% do total da renda bruta anual exigida (de até R$ 215.000,00), visto que os criadores estão em fase inicial dos investimentos na atividade e não se enquadram neste perfil. Em relação à caprinocultura, a Câmara Setorial solicita que a categoria “agricultores familiares” seja alterada para “produtores rurais”. O teto de financiamento, de R$ 50.000,00 por produtor (até R$ 22.500,00 para aquisição de matrizes e reprodutores e até R$ 27.500,00 para instalações), passaria a valer “até R$ 100.000,00, conforme projeto técnico, sem a prévia segmentação”. Outras mudanças abrangem prazo de pagamento, cronograma de reembolso e abrangência regional. No caso da ovinocultura, a sugestão é que os itens financiáveis incluam aquisição de reprodutores, além de matrizes e melhoria da infra-estrutura de produção. O documento também propõe que a categoria “agricultores familiares que disponham de até 500 cabeças” seja substituída por “agricultores familiares e produtores rurais (sem limite de rebanho”. Já o teto de financiamento seria ampliado para “até R$ 100.000,00, conforme projeto técnico (sem a prévia segmentação” (atualmente, é de R$ 50.000,0 por produtor, com até R$ 40.000,00 para aquisição de matrizes e até R$ 10.000,00 para benfeitorias). Também prevê mudanças no prazo de pagamento, cronograma de reembolso e abrangência geográfica. A Câmara Setorial solicita, ainda, que caprinos e ovinos sejam incluídos na linha de financiamento de qualidade de leite.
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