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Colheita Manual Representa 75,6% Da Área Total De Café Em SP

A colheita manual do café representou 75,6% da área total colhida na safra 2004/05 no Estado de São Paulo, bem abaixo dos 94,0% relativos à safra 1997/98. Os percentuais de uso de colhedeiras e do sistema manual com auxílio de equipamentos motorizados (inclui derriçadeiras mecânicas) foram, respectivamente, de 5,4% e de 19,0%. Este é um dos destaques na evolução das técnicas adotadas nas operações agrícolas do café, bem como no uso da mão-de-obra, apontada em levantamento amostral referente às safras 1997/98 e 2004/05.1 A cultura do café pode ser conduzida com técnicas que englobam desde operações manuais e tração animal até a mecanização quase total, em função do tamanho do cafezal e da declividade do terreno. A operação da colheita ainda é predominantemente manual. A importância econômica da cafeicultura na agricultura paulista é considerável. O café é a terceira principal atividade, entre as culturas perenes e semi-perenes cultivadas no Estado de São Paulo, em valor da produção (dados de 2005), ultrapassado apenas pela cana-de-açúcar e pela laranja. A área cultivada com café correspondia, em 2005, a 237,9 mil hectares, com produção obtida de 3,4 milhões de sacas (60 kg) de café beneficiado. Em 1998, a área cultivada era de 314,6 mil hectares e a produção atingiu 4,1 milhões de sacas2. A operação de preparo do terreno (aração e gradeação) para o plantio de novos cafezais ocupava apenas 0,2% do total de dias-homem utilizados em 2004/05, abaixo dos 0,6% correspondentes à safra 1997/98. A utilização de tração animal foi verificada em 24,1% da área arada e gradeada no Estado em 2004/05, com decréscimo de aproximadamente 15 pontos percentuais dessa técnica em relação à 1997/98. Essa utilização se deve aos plantios em terrenos com acentuada declividade ou em pequenas propriedades que não dispõem de tratores (tabela 1 e figura 1).
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