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Criadores de organismos aquáticos precisam desenvolver "mentalidade sanitária"

Por Antônio Carlos Simões A sanidade de organismos aquáticos é importante para o incremento da produção pesqueira, a diminuição de gastos com mortalidades e doenças e a garantia da boa qualidade do alimento oferecido à população, pois, para a obtenção de um alimento de qualidade, a matéria-prima deve ter origem idônea e estar livre de doenças. A declaração é do pesquisador Carlos Massatoshi Ishikawa, da Unidade Laboratorial de Patologia de Organismos Aquáticos do Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Neste sentido, a equipe de pesquisa em patologia de organismos aquáticos oferece orientação a produtores aqüícolas, tanto no aspecto de saneamento, identificando problemas sanitários nas criações, quanto na prevenção de doenças, através de um manejo satisfatório. Segundo Ishikawa, o Pesca desenvolveu projeto na área de epidemiologia, procedendo à análise de riscos relacionados à ocorrência de algumas bactérias patogênicas em truticulturas da região da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Como resultado, constatou-se que a referida região comporta a truticultura, mas com acentuada vulnerabilidade a doenças, por não existirem, praticamente, rotinas sanitárias para a prevenção de doenças em criações. Assim, ressalta o pesquisador, é fundamental o desenvolvimento de uma “mentalidade sanitária”, que pode ter início com o aprimoramento do cadastro das unidades de criação. Recentemente, o Instituto de Pesca desenvolveu estudos sanitários em pesqueiros da Região Metropolitana de São Paulo, avaliando bactérias que comprometem a qualidade do pescado, e observou que 70% dos pesqueiros estudados apresentavam níveis de contaminação bacteriana acima do permitido pela legislação. A Unidade de Patologia do Instituto de Pesca busca contribuir para a produção de organismos aquáticos sadios. E também realiza estudos sobre níveis de toxicidade de alguns produtos químicos comumente presentes em aqüiculturas, revela o pesquisador. Assessoria de Comunicação (11) 5067-0424 (José Venâncio de Resende – APTA) (13) 3261-5474 (Antonio Carlos Simões – Instituto de Pesca)
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