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CRIAÇÃO DE TRUTAS EXIGE MONITORAMENTO SANITÁRIO

A produção de trutas no Brasil concentra-se nas áreas montanhosas e de águas mais frias das regiões Sudeste e Sul. Por suas excelentes características para criação, apresentar carne de boa qualidade e ter elevado valor comercial, a truta é um dos salmonídeos mais cultivados no mundo, diz o pesquisador Carlos Massatoshi Ishikawa, ishikawa@pesca.sp.gov.br, do Instituto de Pesca, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. No entanto, esse peixe necessita de condições especiais, obrigando os criadores a manter uma exploração racional dos recursos hídricos com a otimização das instalações e o manejo adequado. Em relação a manejos, o sanitário é de fundamental importância, explica Ishikawa, pois as doenças, incluindo as bacterianas, comprometem o crescimento da produção, causando perda econômica. Recentemente, o Instituto de Pesca e a APTA, através da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão, realizaram um estudo, em parceria com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (F.M.V.Z.) da USP, para conhecer a ocorrência de bactérias causadoras de doenças em trutas criadas nas Serras da Mantiqueira e do Mar, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para tanto, colheram-se amostras de fígado, baço e rim de seis peixes de cada uma das 40 propriedades visitadas. Após a identificação, colônias bacterianas foram divididas em grupos, revelando-se a presença de bactérias com patogenia indefinida para trutas em 42,50% das propriedades, de bactérias oportunistas em 27,50%, de Pseudomonas em 20% e de Aeromonas em 2,50%. Um outro grupo, com presença em 62,50% das propriedades, foi formado com qualquer tipo de bactéria Gram negativa, com o intuito de avaliar a condição da truticultura quanto à presença de peixes portadores de bactérias.
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