cabecalho apta130219

EMPRESAS COMEÇAM A COMERCIALIZAR SEGURO RURAL COM SUBVENÇÃO DO GOVERNO

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou três empresas a iniciarem a comercialização de seguro rural com subvenção federal na safra 2006/07: a Seguradora Brasileira Rural (SBR), a Aliança do Brasil e a Mapfre Seguros. A medida foi publicada no Diário Oficial da União quarta-feira (6/9). Outras duas companhias, a AGF Brasil Seguros e Nobre Seguradora Brasil, devem receber o sinal verde nos próximos dias. O ano de 2006 deve marcar a expansão do seguro rural no Brasil. Tanto é que o governo, que havia assegurado R$ 42,6 milhões para pagamento de subvenção, já elevou este valor para R$ 60,9 milhões. "O instrumento é fundamental para a estabilidade do setor agrícola e, conseqüentemente, para a viabilização da atividade, com fixação do homem no campo", destaca o diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural da Secretaria de Política Agrícola (SPA), Welington Soares de Almeida. Em 2005, os gastos do governo com seguro agrícola foram de apenas R$ 2,3 milhões devido ao atraso na liberação dos recursos, na aprovação dos produtos apresentados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep) e na negociação de resseguros das empresas com o IRB - Brasil Resseguros. Além da ampliação dos recursos, o setor foi beneficiado com outras medidas positivas este ano: o aumento do número de culturas beneficiadas, a inclusão de três novas modalidades de seguro, a elevação dos percentuais subvencionados e a ampliação do limite máximo do prêmio. Em maio passado, o Mapa ampliou o escopo do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural para 2006. Pela regra anterior, apenas oito culturas estavam habilitadas a receber a subvenção do governo - algodão, arroz irrigado, feijão, maçã, milho, soja, uva de mesa e uva para vinho. Agora, praticamente todas as culturas são beneficiadas. Além disso, além do seguro agrícola, criou o seguro pecuário, de florestas e aqüícola. Os valores máximos de subvenção ao prêmio por produtor, que em 2005 eram de R$ 7 mil para culturas periódicas e de R$ 12 mil para culturas perenes, foram unificados em R$ 32 mil para todas as modalidades de seguro. O governo também atua em outras pontas para estimular o crescimento do setor: na abertura do mercado de resseguros no País, cujo projeto está em tramitação no Congresso Nacional em caráter de urgência, e na criação do fundo de catástrofe para o setor agrícola, que deverá eliminar inúmeros obstáculos que hoje impedem o desenvolvimento desse tipo de operação no Brasil.
Pin It

Notícias por Ano