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Estudo do IEA-APTA aponta contribuições dos imigrantes japoneses para a agricultura paulista

Os imigrantes japoneses e seus descendentes passaram de uma única atividade agrícola, como a cultura do café, para um amplo leque de atividades diversificadas, nas quais eles têm know-how em seu país de origem, como cultivos de frutas, flores e hortaliças, bem como produção de ovos, sericicultura e piscicultura. “Estas atividades, que demandam maior tecnologia, receberam significativas contribuições da comunidade nikkei, tanto pela introdução de novas espécies de plantas exóticas, como pela adaptação de tecnologias avançadas de produção”, afirmam os pesquisadores Alfredo Tsunechiro e Francisco Alberto Pino, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Pino e Tsunechiro são autores do estudo Proprietários rurais nikkeis no Estado de São Paulo, que mostra que o percentual da área agrícola total ocupada por culturas anuais é bem maior entre os produtores japoneses (15%) do que a média estadual (8%). Já em relação às culturas perenes, o percentual dos nikkeis é de 9% contra 7% da média estadual. Por outro lado, os percentuais das áreas ocupadas com reflorestamento e culturas semiperenes são menores entre os nikkeis (2% contra a média estadual de 4% no primeiro caso e 7% contra 15% no segundo caso). Aqui, incluem-se as plantações de cana-de-açúcar, que normalmente não são cultivadas por imigrantes japoneses. Segundo o estudo, os nikkeis são grandes produtores (com mais de 50% das propriedades ou da área cultivada) de: frutas; flores e plantas ornamentais; hortaliças e chá. Entre os produtos mais cultivados pelos nikkeis no Estado de São Paulo, destacam-se: cravo (93,8% da área), nêspera (71,8%), alcachofra (88,3%), manjerona (76,9%), catalonha (69%), kinkan (65,9%), lírio (61,9%), crisântemo (60,1%), agrião (60,8%), outras flores e plantas ornamentais (59,2%), acelga (59,1%), chá (56,6%), espinafre-da-nova-zelândia (55,7%) e rosa (55,7%). Outra característica dos nikkeis é que os produtores tendem a fazer parte de sindicatos, cooperativas e associações, em níveis acima da média estadual. “O uso de assistência técnica é similar em ambos os grupos, mas os produtores nikkeis tendem a usar mais assistência técnica particular do que pública do que a média estadual”, dizem os pesquisadores do IEA. O trabalho foi apresentado sob o título "Nikkei farmers in the State of São Paulo, Brazil" no Simpósio Intercâmbio Brasil-Japão em Economia, Ciência e Inovação Tecnológica, realizado no período de 14 a 16 de junho de 2008, em São Paulo (SP), e promovido pela Associação Brasil-Japão de Pesquisadores (SBPN). Outras informações podem ser obtidas com os pesquisadores Alfredo Tsunechiro (alftsu@iea.sp.gov.br) e Francisco Alberto Pino (pino@iea.sp.gov.br). José Venâncio de Resende Assessoria de Comunicação Social da APTA (11) 5067-0424
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