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Europeus importarão mais cortes bovinos; Brasil pode avançar

A União Européia (UE) calcula que vai importar 753 mil toneladas de carne bovina por volta de 2013 e, como no resto do mundo, o principal ganhador será o Brasil. Ao mesmo tempo em que Bruxelas divulgava novas estimativas agrícolas, a comissária européia de Agricultura, Marian Fischer Boel, dizia em conferência que os europeus se "sentem nervosos" quando olham para o Brasil. A cada seis meses, a UE atualiza suas perspectivas agrícolas para os próximos sete anos. No setor de carnes, o bloco projeta declínio a médio prazo na produção bovina, de 8,1 milhões de toneladas para 7,7 milhões de toneladas em 2013. Como o consumo continuará estável, o jeito será importar mais - para este ano calcula-se 580 mil toneladas. A alta de 10% a 30% nos preços da carne bovina com a entrada de 10 novos países do leste continuará nos próximos anos. No mercado global, a estimativa é de o preço da carne bovina se estabilizar em US$ 1.600 a tonelada. A UE reproduz projeções da OCDE, USDA e Fapri, que apontam crescimento de 18% no mercado de carne bovina até 2013, com os produtores a baixos custos da América Latina elevando sua fatia. O Brasil é apontado como o principal ganhador. A expansão no consumo de bovinos será no Egito, Indonésia, México, Filipinas e Rússia. Produção e consumo de carne de porco devem subir no médio prazo. O bloco também deve elevar suas exportações. Bruxelas prevê mais demanda de Japão, China, Taiwan e México. E vê o Brasil elevando sua fatia na Rússia e mercados sensíveis a preços baixos. Quanto ao açúcar, a UE projeta equilíbrio entre produção, exportações e importações procedentes dos países mais pobres. Os embarques, que eram de 6,8 milhões de toneladas em 2005, limita-se a 1,3 milhão, teto fixado na Organização Mundial do Comércio (OMC). A importação sobe para 4 milhões de toneladas até 2013. A produção declina de 20,3 milhões de toneladas em 2005 para 15,6 milhões em 2013 e continuará forte na França, Alemanha, Reino Unido e Polônia. O tamanho da produção de etanol a partir do açúcar de beterraba não é claro, mas investimentos já apontam para uma área de até 250 mil hectares. A UE quer, por outro lado, reduzir o milho, sobretudo no leste da Europa, temendo que o estoque alcance mais de 15 milhões de toneladas em 2013. Para a comissária Maria Fischer Boel, apesar do temor em relação a um exportador com baixo custo e enormes terras como o Brasil, a UE tem solução: produção cada vez mais com valor agregado. E exigir mais qualidade dos que vendem para o mercado europeu. (AM)
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