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Exportação de milho deve atingir 4 milhões de ton no semestre

O Brasil deverá fechar o primeiro semestre do ano exportando volumes de milho bem próximos das cerca de 4 milhões de toneladas registradas em 2006, considerando os embarques já programados a serem realizados até o final de junho. As nomeações de navios para junho indicam que ainda devem ocorrer embarques de 949 mil toneladas, tendo como destino o Irã e a Espanha, primeiro e segundo principais importadores de milho brasileiro, segundo uma corretora que trabalha com mercado externo em São Paulo. No acumulado do ano, considerando alguns embarques já feitos em junho, o país exportou cerca de 3 milhões de toneladas, de acordo com dados da corretora. De janeiro a maio de 2007, com base em informações oficiais do governo, os embarques de milho para o exterior somaram 2,4 milhões de toneladas, contra 757 mil toneladas no mesmo período do ano passado. ""O Brasil está exportando mais porque o preço internacional está bom"", disse o analista da consultoria Céleres especialista em milho, Leonardo Sologuren. Os volumes embarcados em Paranaguá, o principal porto exportador de milho, somam 1,85 milhão de toneladas no acumulado do ano, aumento de 35 por cento em relação ao mesmo período de 2006, segundo a administração portuária. ""Pelo número de navios nomeados, a gente acredita que o movimento será maior no segundo semestre", completou o encarregado de exportações do terminal da Centro Sul Serviços Marítimos e Armazéns Gerais em Paranaguá, Edson Luiz Salomão. Apesar do volume elevado registrado até o momento e das boas perspectivas para o segundo semestre, fontes do mercado ponderam que as elevadas previsões de exportações para o ano poderiam não ser alcançadas. Sologuren disse que pode reavaliar sua previsão de que o país exportaria 8 milhões de toneladas, uma vez que o governo ainda não anunciou nenhum leilão para apoiar o escoamento do grão para exportação, como ocorreu no ano passado. Ele lembrou ainda que a previsão de exportações de 8 milhões de toneladas foi feita no começo do ano, quando o dólar estava em torno de 2,12 reais, um valor mais favorável para exportações. A moeda norte-americana fechou em 1,917 real nesta quinta-feira (21-06). "O problema das exportações está na questão logística, principalmente do Centro-Oeste. Aí começa a ter problema de não fechar a conta... Acho que as 8 milhões não vão acontecer, a não ser que o governo venha a interferir. Se a gente tivesse um câmbio a 2,50, aí ele mascararia os problemas logísticos", declarou Sologuren. "A meta de exportações teria que ser conquistada até agosto", disse o corretor da Pasturas Rodrigo Zobaran, em São José do Rio Preto (SP), observando que no segundo semestre haverá mais concorrência no mercado internacional com o milho a ser colhido nos Estados Unidos, o maior exportador mundial. O corretor comentou ainda que o preço doméstico tem sido pressionado, com o consumidor comprando pequenos volumes, também com a entrada da segunda safra de milho (safrinha). Já o consultor acredita que o governo poderá atuar no mercado, tendo em vista que a colheita da safrinha vai ganhar força em agosto, com o objetivo de evitar que os preços cedam ainda mais.
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