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Falta de semente limita área de trigo no País

O produtor de trigo pode não conseguir plantar tudo o que pretende nesta safra. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Sementes (Abrasem), Ywao Miyamoto, vai faltar sementes de trigo para atender toda a demanda. A estimativa do mercado é de que haja quantidades para, no máximo, repetir a safra anterior, que foi de 1,76 milhão de hectares no Brasil. Mas a intenção do produtor é de plantar até 19% mais, atingindo área de 2 milhões de hectares, segundo levantamento da Safras & Mercado. A limitação ocorre logo nesta safra, quando os preços do cereal estão nos patamares mais altos desde 2004, segundo o analista Élcio Bento. A tonelada do trigo no Paraná - maior produtor nacional - foi negociada a R$ 480 na última sexta-feira, valor que oferece boas condições vantajosas ao triticultor, conforme Bento. "Para cobrir seu custo variável, o lavrador precisa vender a tonelada por, pelo menos, R$ 390", segundo o analista. Isso quer dizer que, com os preços atuais do cereal, o produtor ainda tem sobra de cerca de 19% para pagar parte dos seus custos variáveis. O problema, segundo o gerente da área de Negócios da divisão de Trigo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Francisco Falcão Pereira, é que os problemas climáticos da safra passada limitaram a produção de sementes. "Praticamente não entraram novas sementes no mercado". Segundo levantamento da Safras, a intenção de plantio no Paraná é de 11%. Assim, o cultivo poderia chegar a 990 mil hectares, ante os 888,6 mil hectares da safra anterior. A previsão do Departamento de Economia Rural (Deral) paranaense é de plantio 9% maior nesta safra - 968 mil hectares. Segundo o Deral, o cultivo de trigo na principal região triticultora do Paraná - o Norte do estado - começou esta semana.
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