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Governo Libera Mais R$ 2 Bilhões Com Juros Favorecidos Para Agricultura

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, anunciou hoje (23/11) a liberação de R$ 2 bilhões da poupança rural, com juros favorecidos, para as operações de crédito de custeio e de apoio à comercialização da safra 2005/06. Pela manhã, ele recebeu um telefonema do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, informando sobre a decisão de liberar imediatamente os recursos. Com isso, a verba destinada pelo governo para custeio e comercialização agrícola passa de R$ 33,2 bilhões para R$ 35,2 bilhões. Com a liberação de hoje, os recursos da poupança rural destinados pelo governo ao custeio e comercialização da safra 2005/06 passam para R$ 6 bilhões. A previsão inicial, anunciada durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuária, no primeiro semestre, era de R$ 4 bilhões. “São recursos do Banco do Brasil com taxa de 8,75% ano. Esse dinheiro permitirá ao BB reduzir os juros médios cobrados nas operações de crédito agrícola”, disse o ministro. A decisão do governo, ressaltou Rodrigues, é resultado de uma ação articulada entre os ministérios da Agricultura e da Fazenda e a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal, presidida pelo deputado Ronaldo Caiado. “A liberação dos R$ 2 bilhões para a agricultura, insistentemente pedidos desde março, poderá minimizar parte dos prejuízos sofridos pelos produtores rurais em 2005”, comentou Caiado. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin, destacou que os R$ 2 bilhões vão compensar a redução do volume dos recursos com taxas equalizadas para o crédito agrícola, provocada pela prorrogação das dívidas dos agricultores. Segundo ele, o pagamento dos débitos foi alongado em razão da queda de renda dos produtores, provocada por problemas climáticos ocorridos nas regiões Sul e no Centro-Oeste e taxa de câmbio desfavorável. CAFÉ – Wedekin anunciou também que o ministério vai liberar R$ 400 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para as operações de custeio, com taxa de 9,5% ano. Esses recursos serão equalizados pelo Ministério da Fazenda, com R$ 12,7 milhões oriundos das Operações Oficiais de Crédito (2OC). A proposta deverá ser votada na reunião deste mês do Conselho Monetário Nacional (CMN).
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