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Habilitação de engenheiros agrônomos para atuarem com certificação fitossanitária é tema de curso no Instituto Biológico, em Campinas

Começou, em 1º de abril, a 51ª edição do Curso de Habilitaçãode Responsáveis Técnicos para Emissão de CFO/CFOC, documentos que garantem a certificação de origem dos produtos vegetais no Brasil. No Estado de São Paulo, o curso é realizado em uma parceria da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA), com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) – ambas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado – e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O curso acontece no Centro Avançado de Pesquisa de Proteção de Plantas e Saúde Animal do IB, em Campinas, e se estende até sexta-feira, 5 de abril.

Para o coordenador da APTA, Antonio Batista Filho, o curso é estratégico para o agronegócio. “Ele nos permite capacitar técnicos para fazer o diagnóstico fitossanitário de diversas culturas. Esta é uma ação-chave. A habilitação é fundamental para que o agrônomo possa testar a sanidade daquela cultura e produto e, assim, permitir a exportação”, esclarece.

Responsável pela conferência de abertura, Rita Lourenço, Auditora Fiscal Federal Agropecuária do MAPA, ressaltou a seriedade do curso e a relevância do tema para o agro de São Paulo e do Brasil. “Este curso é totalmente indispensável para o agronegócio brasileiro. Para que a gente consiga inserir nossos produtos em outros estados ou no mercado internacional, uma das coisas essenciais é a certificação fitossanitária”, afirma.

“Temos que nos organizar na formação dos nossos engenheiros, para que eles estejam dentro da oficialidade do sistema e possam emitir os documentos para que possamos atender rapidamente demandas de mercado e conseguir exportar”, complementa a auditora do MAPA.

O coordenador da CDA, Eduardo Camargo, ressaltou a união dos órgãos, que possibilita que o curso aconteça. “É um prazer ter essa integração entre o MAPA, a APTA, via Biológico, e a CDA, e ver o vigor e interesse destes engenheiros agrônomos que vêm participar do curso”, comenta.

 

Conhecimento que traz possibilidades e responsabilidades

Para os participantes do curso, é clara a relevância dos conhecimentos adquiridos e nítida a responsabilidade decorrente do desempenho da função. Rodrigo Vasconcelos, de Bauru, diz estar fazendo o curso para atualizar-se quanto à legislação. “Acredito que os benefícios vão vir através de podermos exportar e receber frutos de outros países de uma maneira mais saudável e mais consolidada, e termos menos problemas de disseminação de pragas e doenças”, coloca.

Já a recém-formada Ana Paula Moraes acrescenta que o curso é uma possibilidade ímpar de os engenheiros agrônomos se aperfeiçoarem em quesitos nem sempre abordados em profundidade nos cursos de graduação. “É um complemento imenso da própria formação do agrônomo, pois muitas vezes não temos a noção da complexidade que é a parte de fitossanidade”, revela. Para ela, a atuação na área tem impacto bastante amplo, atingindo não apenas os produtores rurais, mas até o consumidor final, uma vez que se está assegurando a qualidade do produto e a isenção de pragas e doenças. “Deu para perceber um pouco o tamanho de nossa responsabilidade”, adiciona.

Nesta edição, além da maioria de participantes paulistas, estão presentes profissionais de Minas Gerais e Espírito Santo, como é o caso de Stela Vieira. A capixaba diz ter vindo para São Paulo fazer o curso em virtude da excelência dos pesquisadores e demais profissionais envolvidos. “É muito importante para a formação do agrônomo, pois são muitas pragas e muitos detalhes, portanto, devemos estar conscientes dos riscos que elas trazem dentro do nosso território. É um diferencial que vou poder oferecer como consultora”, enfatiza.

Por Gustavo Almeida

Assessoria de Imprensa - APTA

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