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IAC realiza o VII Dia de Porta-enxerto

A citricultura paulista representa aproximadamente 80% da produção nacional, as variedades limão Cravo (53%), citrumelo Swingle (32%), tangerina Sunki (11%), tangerina Cleópatra (1,6%), Poncirus trifoliata (1,4%) e limão Volkameriano (0,7%) são as mais utilizadas como porta-enxerto. Grande parte da produção de laranja no Brasil é destinada para indústria de suco, sendo que a participação do Brasil no comércio mundial de suco também gira em torno de 80%. Em 09 de maio, o Instituto Agronômico (IAC-APTA), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, irá realizar o VII Dia de Porta-enxerto, em Cordeirópolis, São Paulo.
A diversificação de porta-enxertos é importante para o controle de doenças. A pesquisadora do IAC e coordenadora do VII Dia de Porta-enxerto, Mariângela Cristofani-Yaly, destacou que a citricultura brasileira é marcada por uma sucessão de pragas e doenças. Uma das estratégias utilizadas para superar os problemas relacionados a doenças, em especial nas variedades de porta-enxertos, foi a substituição da variedade suscetível à tristeza dos citros, a laranja Azeda, por outra resistente, o limão Cravo. “Essa estratégia possibilitou que o Brasil se tornasse o maior produtor de citros do mundo”, afirma Yaly.
Durante o evento o pesquisador do IAC, Evandro Henrique Schinor, apresentará as novas opções de porta-enxertos para a citricultura e do interesse do Centro de Citricultura Sylvio Moreira em produzir variedades nanicas. Schinor informa que o nanismo permite que o pomar possua maior densidade de plantas por hectare, dessa forma produzirá maior quantidade de frutos por área gerando maior rentabilidade ao produtor, além de maior facilidade na colheita dos frutos e maior eficácia nas inspeções de pragas e doenças nos pomares. “Atualmente, as principais doenças da citricultura são Huanglongbing (HLB), Cancro Cítrico e Morte Súbita dos Citros”, diz o pesquisador do IAC.
Schinor destaca que o IAC vem desenvolvendo um amplo programa de melhoramento genético de porta-enxertos, sendo que a meta é o lançamento de novas variedades num futuro próximo. “A citricultura brasileira necessita da diversificação de porta-enxertos”. O pesquisador informa que pelo histórico da citricultura brasileira, um porta-enxerto só foi substituído por outro com o surgimento de uma grave doença.
Essa expansão de porta-enxerto se deve ao Banco de Germoplasma que possui 1714 acessos de citros e gêneros relacionados. A seleção desses porta-enxertos é realizada pela caracterização morfológica e agronômica das plantas do IAC. A partir daí, se apresentarem características desejadas são submetidos à experimentação de competição com os principais porta-enxertos plantados hoje na citricultura brasileira.
O evento é aberto ao público, os interessados devem entrar em contato pelo telefone (19) 3546-1399 ou e-mail eventos@centrodecitricultura.br. Durante o VII Dia de Porta-enxerto serão realizadas palestras sobre porta-enxertos para limeira ácida Tahiti cultivada com e sem irrigação, produção de citros em plantios adensados e superandensados e produção de semente para porta-enxerto cítricos frente ao HLB.
Serviço
Evento: VII Dia de Porta-enxerto
Data: 09 de maio
Horário: das 9h às 12h30
Endereço: Centro de Citricultura Sylvio Moreira – Rodovia Anhanguera, Km 158 Cordeirópolis – São Paulo
Contato: (19) 3546-1399 ou e-mail: eventos@centrodecitricultura.br
Texto: Mônica Galdino (MTb 47045)
Assessora de Imprensa – IAC
19 – 2137-0616/613
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