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Instituto Agronômico marca presença nas festas juninas com as suas cultivares

O mês de junho chegou trazendo as festividades de São João, São Pedro e Santo Antônio para aquecer os dias frios da época. Além de danças e brincadeiras, a comida dá o tom da festa com curau, bolo de milho, canjica, bolo de fubá, milho verde, arroz doce, pé de moleque, vinho quente, quentão e outras guloseimas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo está presente no dia a dia da população e não ficaria de fora dos arraiás. As cultivares do Instituto Agronômico (IAC-APTA) de milho canjica IAC 3330, milho verde IAC, 8053, amendoim IAC Top Verde, as cultivares de arroz IAC 108 e a IAC 109, a cultivar de uva IAC (138-22) Máximo e todas as variedades de cana-de-açúcar IAC podem ser usadas na preparação de inúmeros pratos. O IAC é ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

Um dos produtos queridinhos nesse período é o amendoim. São Paulo produz 80% do amendoim nacional e as cultivares IAC ocupam cerca de 70% dessas lavouras. Agora o Instituto tem sua primeira cultivar na linha de alta resistência que dispensa o controle químico. “A IAC Top Verde é o início de uma sequência para aproveitarmos essa resistência, que veio de uma espécie silvestre”, afirma o pesquisador, do IAC Ignácio José de Godoy. A IAC Top Verde tem grãos de pele vermelha e tamanho pequeno a médio. A nova cultivar desenvolvida pelo IAC tem alta resistência a doenças foliares, possibilitando o cultivo sem uso de fungicida. Neste caso, a produtividade da IAC Top Verde é de até 5.000 quilos por hectare, resultado superior ao obtido por todos os amendoins de pele vermelha existentes atualmente.

A estrela gastronômica nesse período também é o milho. A cultivar canjica IAC 3330 tem grãos de cor laranja forte, o que indica maior teor de caroteno. Se consumido como canjica, essa característica beneficia a saúde humana por ser precursora da vitamina A. O pesquisador do IAC, Eduardo Sawazaki, explica que testes na indústria mostraram que a IAC 3330 apresenta excelente rendimento de canjica, além de maior teor de óleo nos grãos. “Esse óleo é um subproduto da canjica”, diz.

A IAC 3330 é indicada para pequenos e médios agricultores. Segundo Sawazaki, nos últimos anos tem ocorrido epidemia do complexo do enfezamento, transmitida pelo inseto cigarrinha. A IAC 3330 tem resistência moderada a essa virose. “Na ocorrência dessa virose, a IAC 3330 sofre menor dano e reduz a perda, isto é, ela produz mais mesmo sob ataque do complexo do enfezamento”, explica. O híbrido tem também boa resistência a importantes doenças do milho, como cercospora e a feosferia.

Entre seus destaques está o potencial produtivo, que nos experimentos regionais de verão, feitos em São Paulo em 2018, alcançou 6.581 quilos por hectare, na região Norte/Oeste, 7.164 quilos por hectare, na região Centro e 9.100 quilos por hectare, na região Sul. O IAC 3330 pode ser cultivado nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e no norte do Paraná.

Outro híbrido de milho é o IAC 8053, um dos mais produtivos já desenvolvidos pelo Instituto Agronômico. Ele pode atingir 9.000 quilos por hectare de grãos secos ou 150 sacas por hectare. O IAC 8053 pode ser destinado à produção de grãos para ração e para milho verde. Os atributos da espiga são ideais para uso na culinária. Os grãos são grandes, cor amarelo claro, espigas grandes, com fileiras retas que facilitam a retirada do cabelo e casca fina. Apresenta boa tolerância às principais doenças foliares e viroses.

Para o preparo do arroz doce, as cultivares de arroz IAC 108 e a IAC 109 podem ser utilizadas. Esses materiais são do tipo agulhinha, que agradam aos consumidores por terem grãos mais soltos e macios, tanto na forma integral como na brunida. O potencial produtivo médio da IAC 108 é de 6.421 quilos, por hectare, e o da IAC 109 é de 6.238 quilos, por hectare. Esses resultados superam o potencial dos materiais usados comparativamente na pesquisa.

O porte ereto das plantas também beneficia a cultura, por permitir maior entrada de luz solar, melhorando a fotossíntese, além de proporcionar o plantio com menor espaçamento entre as plantas. A IAC 108 e a IAC 109 podem ser plantadas do início de agosto a meados de janeiro, em área inundada. Esta é considerada uma ampla janela de plantio, segundo o pesquisador Omar Vieira Villela, do Polo Regional do Vale do Paraíba. Essas cultivares são resistentes à brusone, a principal doença do arrozal. A IAC 108 tem maturação média de 125 dias e a IAC 109, de 120 dias.

Para os amantes do vinho quente, a cultivar IAC (138-22) Máximo pode ser encontrada nos vinhos das regiões leste e sudoeste do estado de São Paulo. A variedade é resultado do cruzamento entre Seibel 11342 e Syrah. O pesquisador do IAC, José Luiz Hernandes, afirma que ela possui a reputação de ser a melhor entre as variedades lançadas pelo Instituto Agronômico para a elaboração de vinhos tintos.

Agora, se o vinho quente não ajudou a aquecer, a outra opção é o quentão. A Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Jaú do IAC realiza cursos de preparação de cachaça e concursos das melhores bebidas. Entre os critérios de análise dos jurados na última edição estavam os aspectos visuais, como limpeza, cor e viscosidade; olfativas, tais como teor alcoólico, natureza e acabamento; gustativas, como corpo, acidez e álcool e também de qualidade, como retrogosto, harmonia e personalidade. Além de apoiar os produtores com conceitos técnicos da produção da bebida, os produtores também podem contar com as variedades de cana-de-açúcar IAC. A pesquisadora do IAC, Gabriela Aferri, afirma que para produção de cachaça, todas as variedades IAC são boas. “No açúcar mascavo é possível ver a diferença das cultivares pela cor do produto”, diz. De acordo com o Instituto Brasileiro de Cachaça, em 2018 o Brasil produziu mais de 1.4 bilhões de litros da bebida.

Por Mônica Galdino (MTb 47045) e Carla Gomes (MTb 28156)
Assessoria de imprensa – IAC

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