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ITAL-APTA treina provadores de café para avaliar a qualidade

Por Leila Rinardi Ming O Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realiza nos dias 15 e 16 de maio, em Campinas (SP), o curso “Análise Sensorial da Bebida do Café Segundo a Resolução SAA 28 de 01/06/2007 e o Programa de Qualidade de Café da ABIC”, destinado ao treinamento de provadores. O objetivo do evento é possibilitar aos participantes conhecer melhor os atributos do café e como eles são caracterizados para a classificação. Haverá palestras sobre a análise sensorial da bebida café e qualidade dos cafés do Brasil; testes de acuidade visual e familiarização com os aromas de café; testes sensoriais para avaliação da acuidade sensorial; a diferença entre os cafés tradicional, superior e gourmet; entre outros temas. No período compreendido entre novembro de 2006 e outubro de 2007, o consumo registrado de café foi de 17,1 milhões de sacas, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). E o produto não fica de fora da exigência cada vez maior do consumidor por produtos de qualidade. Assim, critérios e sistemas de avaliação têm sido desenvolvidos para detalhar os atributos do grão torrado e da bebida. Um deles é a análise sensorial, que usa como parâmetros as avaliações de provadores treinados. O ITAL-APTA realiza este tipo de avaliação, além das análises de ponto de torra, da granulometria, histológica e de sujidades. Um exemplo de desdobramento da utilização desses resultados é a resolução SAA-28, de primeiro de junho de 2007, que fixa identidade e qualidade de café torrado em grão e café torrado e moído. A norma técnica adota as classificações não-recomendáveis para fornecimento, tradicional, superior e gourmet para o café. Ela também exerce função orientadora e prevê que o tradicional permita até 20% de grãos com defeitos pretos, verdes e ardidos; o superior até 10% e o gourmet não permite defeitos. “A novidade é que o café é analisado como o consumidor toma. Não é uma substituição da análise que era realizada, utilizando grãos quase crus, mas uma agregação”, conta a pesquisadora Aline de Oliveira Garcia, da Unidade Laboratorial de Referência de Análises Físicas, Sensoriais e Estatística (Lafise). Os sistemas de avaliação passaram a ser empregados como parâmetro em licitações para o fornecimento do café. Além disso, são essenciais para um processo de melhoria contínua da qualidade do café. O ITAL possui um dos três laboratórios do País aptos a realizar a análise, que acontece cerca de três vezes ao dia. O curso será na sede do ITAL, Avenida Brasil, 1880 - Campinas - SP. Outras informações podem ser obtidas na página: http://www.ital.sp.gov.br/lafise/eventos/sensorial_cafe/apresentacao.html . Assessoria de Comunicação Social (19) 3743-1757 (11) 5067-0424
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