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ITAL PARTICIPA DAS ANÁLISES DA TACO.

Laboratórios do instituto fizeram parte das análises que forneceram dados à construção da tabela, que terá sua versão definitiva lançada em agosto A segunda versão da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO), projeto coordenado pelo Núcleo de Estudo e Pesquisa em Alimentação (NEPA), da Unicamp, teve um grande diferencial em relação à primeira: seu enfoque foi em alimentos típicos de diversas regiões de todo o país, desde o charque do Rio Grande do Sul até o Tucunaré típico da Amazônia, avaliando desde vegetais in natura até pratos preparados. Seu lançamento causou grande repercussão, principalmente pela possibilidade de saber, por exemplo, quantas calorias e do que é composto o tradicional prato com arroz, feijão, salada e carne. O que nem todo mundo sabe, porém, é que um grande número das análises que possibilitaram a obtenção dos dados que fazem parte da TACO II foram feitas no ITAL. A pesquisadora do Centro de Química, Ana Maria Rauen de Oliveira Miguel, que coordenou as análises no Instituto, fala do papel do ITAL na TACO. “No ITAL fica um dos laboratórios que participam. Em função da sua proximidade e da capacidade analítica que a gente tem, em todas as etapas da TACO nós fazemos as análises de um grande número de alimentos, dentro do conglomerado de pessoas que fazem as análises. O ITAL tem participado sempre de uma maneira muito maciça”, conta. E esta intensa participação vai além das análises. O preparo dos alimentos, seguindo protocolos enviados pela coordenação do projeto, para a primeira e a segunda versão da tabela, além da homogeneização de amostras foram realizadas no Instituto. Assim, três unidades técnicas estão envolvidas no projeto: O Grupo de Engenharia em Pós-colheita (GEPC) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Carnes (CTC) no preparo e homogeneização dos alimentos e o Centro de Química nas análises. Ana Maria explica como as análises foram realizadas. “Eles passavam para a gente, semanalmente, quais produtos seriam adquiridos. Os produtos chegavam no GEPC, que fazia o preparo, e vinham para o laboratório para análise. No Centro de Química nós fizemos, para vários produtos, a análise de composição centesimal (umidades, cinzas, lipídios e proteínas), fibra alimentar, todos os minerais (tinha uma lista de nove), vitaminas e a composição de ácidos graxos.” A pesquisadora espera que os efeitos nos hábitos de consumo e na produção de alimentos sejam significativos. “O que a gente tem percebido é que hoje, quando se fala em TACO, as pessoas já sabem mais ou menos o que é. Eu acho que o impacto vai ser muito grande. As pessoas continuam buscando qualidade de vida cada vez mais, hoje tem muito mais gente que sabe o que é colesterol, gordura - trans... O brasileiro corre atrás de informação. As pessoas vão procurar muito mesmo. A gente está com muito mais coisas na mão para saber o que vai comprar, o que vai comer”, defende. Mesmo depois da elaboração das duas primeiras versões da tabela, a intenção é não parar por aí. A idéia é que o projeto, realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o Ministério da Saúde, seja um banco de dados contínuo e dinâmico. Isso significa que novas versões da TACO já começam a ser pensadas. Apesar de ainda não ter sido divulgado o enfoque da próxima TACO, uma etapa essencial do projeto deve ser iniciada no segundo semestre: os testes com os laboratórios participantes, ou que queiram participar do projeto, para verificar se eles estão – ou continuam – habilitados para realizar as análises. “Isso é muito importante, porque além de checar se os laboratórios que já participam continuam dentro dos padrões de qualidade exigidos, acaba dando oportunidade para outros laboratórios, outras instituições participarem”, conclui Ana Maria.
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