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Álcool cai, mas preço deve voltar a subir

Os preços do álcool combustível fecharam novamente em queda na semana passada em São Paulo, principal Estado consumidor do país, de acordo com levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A expectativa de boa demanda pelo produto por parte das distribuidoras de combustíveis e os bons volumes de exportação, contudo, devem frear o movimento de baixa das cotações, acredita Marcelo Andrade, diretor da Ecoflex Trading. Os preços do álcool anidro fecharam a R$ 0,92458 o litro na sexta-feira, com recuo de 6,5% em relação à semana anterior. Passaram, com isso, a acumular queda de 10,2% neste mês. Nos últimos doze meses, porém, a alta ainda é de 21,6%. O litro do hidratado encerrou a sexta-feira em R$ 0,78904, com recuo de 7,3% sobre a semana anterior. Neste mês, os preços registram desvalorização de 11,9%. Nos últimos 12 meses, contudo, acumulam ganhos de 20%. As recentes quedas voltaram a estimular a demanda, de acordo com fontes ouvidas pelo Valor. Segundo relatório da Ecoflex, as distribuidoras deixaram de comprar da "mão para boca" para realizar aquisições expressivas na semana passada. Andrade, da Ecoflex, afirma que o mercado poderá se estabilizar ou até mesmo registrar elevação por conta da boa demanda pelo produto nos mercados interno e externo. Relatório da Ecoflex mostra que as "distribuidoras voltaram ao mercado no centro-sul, com fechamentos realizados em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, em atendimento tanto para dentro do Estado de origem, como para demandas do Nordeste". Para Marta Marjotta Maistro, pesquisadora do Cepea, as compras mais agressivas por parte das distribuidoras voltaram a ocorrer justamente por conta do recuo dos preços do combustível. De acordo com informação de Andrade, a entrada da safra do Nordeste, prevista para o fim deste mês, deverá reduzir a pressão no porto de Santos para os embarques de álcool. "Não há mais estrutura de tancagem". A produção de álcool está estimada em cerca de 17 bilhões de litros no Brasil, com exportações projetadas em 3 bilhões de litros. A expectativa inicial das usinas era de que os embarques ficassem nos mesmos patamares do ano passado, em 2,5 bilhões. Mas a forte demanda dos Estados Unidos levou o setor a rever seus números de exportações.
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