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LIMÃO TAHITI: DIA DE CAMPO MOSTRA IMPORTÂNCIA ECONÔMICA EM SP

As últimas novidades tecnológicas desenvolvidas para a cultura serão apresentadas no X Dia de Campo do Limão Tahiti, que acontece nesta quinta-feira, 26, em Cordeirópolis (SP). O evento, promovido pelo Centro Apta Citros do Instituto Agronômico (IAC) vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, é destinado a produtores, pesquisadores, consultores, agrônomos, estudantes e profissionais interessados no setor. Nos últimos anos, o limão Tahiti tornou-se uma das mais importantes frutas cultivadas no estado, com um padrão de qualidade para exportação. As estatísticas de desenvolvimento da fruta demonstram a importância econômica que vem adquirindo entre as frutas de mesa. “A cultura de lima ácida Tahiti tem importância indiscutível na citricultura, sendo, portanto, necessária orientação técnica constante para seu sucesso”, afirma o pesquisador José Orlando de Figueiredo, coordenador do evento. O Tahiti é o principal limão (lima ácida) produzido em São Paulo, representando cerca de 90% do total produzido quando se inclui os outros limões, diz Figueiredo. “A área plantada no Estado é da ordem de 30 mil hectares, contendo por volta de 8 milhões de plantas. A produtividade média anual conseguida é de 20 toneladas por hectare.” Para ser ter uma idéia da importância da cultura no Estado, em 2008, São Paulo foi responsável por 80% da produção brasileira, seguido pela Bahia, com 3,98%; Minas Gerais e Rio de Janeiro, com pouco mais de 3% cada um. Quanto às exportações, os números são ainda mais expressivos. A quantidade de limão exportada pelo Brasil, no período 1998 a 2007, cresceu 2.431%, atingindo a marca de 58.250 toneladas. No ranking de exportações brasileiras de frutas em 2007, quanto ao valor de exportação, o limão ficou em sexto lugar atrás de uva, melão, manga, maçã e banana. Quanto ao destino, a Holanda é o principal mercado da fruta brasileira, respondendo por aproximadamente 63,5% da totalidade exportada em 2007, em seguida temos o Reino Unido com 16,04%, Canadá – 4,82% e Alemanha – 3,63%. Segundo o pesquisador José Orlando Figueiredo, entre as principais pesquisas desenvolvidas atualmente pelo IAC, destacam-se o melhoramento de copas e de porta-enxertos e estudos de viroses. “A seleção de copas permitiu eleger os clones IAC-5 e Quebra-galho como os melhores para utilização comercial.” Entre os principais porta-enxertos em seleção, ele cita o Citrumelo Swingle, o Trifoliata e o Flying Dragon, que também são utilizados comercialmente. Além disso, estudos sobre viroses estão em andamento, principalmente os relacionados com a exocorta, presente no clone Quebra-galho, conclui Figueiredo. As atividades do X Dia do Limão Tahiti, atendendo sugestões do setor, foram condensadas no período da tarde, sem prejuízo da qualidade nem do teor das informações. SERVIÇO: X Dia do Limão Tahiti Data: 26 de março de 2009 Horário: 13h30 às 17h30 Local: Centro de Citricultura Sylvio Moreira / IAC – Cordeirópolis, SP INFORMAÇÕES: Assessoria de Comunicação Tel.: 11 5067-0069 – www.agricultura.sp.gov.br Euzi Dognani/ Adriana Rota/ Nara Guimarães Assessoria de Comunicação da APTA (11) 5067-0424 José Venâncio de Resende/Adriana Nascimento PROGRAMAÇÃO: 13:30h - Café e recepção 14:00h - Limão Tahiti: perspectivas econômicas - Margarete Boteon -CEPEA/ESALQ/USP 15:00h - Produção e qualidade de frutos de Tahiti para exportação, em função de diferentes porta-enxertos - Tatiana Cantuarias-Avilés – Doutoranda ESALQ/USP 16:00h - Impacto da presença da Mosca Negra na produção e comercialização do Tahiti - Adalton Raga – Instituto Biológico – Campinas 17:00h - Considerações finais e encerramento - José Orlando de Figueiredo - Centro de Citricultura/IAC