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Ministro Marcelo Crivella visita Instituto de Pesca

Marcelo Crivella, ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), participou de reunião no Instituto de Pesca (IP-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O evento, que ocorreu no dia 15 de março, contou com as presenças de Alberto Macedo, secretário-adjunto da Pasta; Sebastião Santos e Gilmaci Santos, deputados estaduais; Roberto Kikuo Imai, presidente Sindicato da Indústria da Pesca do Estado de São Paulo (Sipesp); Antonio Carlos Diniz, superintendente do MPA e pesquisadores da instituição. A coordenação ficou a cargo de Edison Kubo, diretor do IP.
Alberto Macedo abriu a reunião afirmando que a Secretaria de Agricultura, através do Instituto de Pesca, deseja ser um importante parceiro do Ministério.
Crivella conheceu as instalações e os principais projetos do IP e reconheceu a importância das pesquisas científicas para o setor. Kubo apresentou os projetos desenvolvidos em parceria com o Ministério nos últimos anos, abrangendo desenvolvimento da maricultura e capacitação de maricultores e profissionais em pesca, transferência de tecnologia de cultivo de camarão em tanque-rede, pesca de polvo e monitoramento embarcado.
Kubo informou ainda que existem dois projetos aprovados no Ministério, aguardando liberação de recursos desde 2010, que prevêem a estruturação do programa estadual de controle higiênico e sanitário de moluscos bivalves e o censo estrutural da pesca extrativa continental nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul (bacias hidrográficas do Leste e sub-bacias do Iguaçu e Paranapanema). “Nossa expectativa é de que os projetos que estão parados possam andar, e também de encaminhar novas propostas que consideramos fundamentais, para que sejam aprovadas o mais rápido possível”, afirmou o diretor do IP.
As novas propostas de projetos apresentadas ao ministro são: a implantação de laboratório de suporte ao cultivo de algas; elaboração e implantação de sistema de levantamento e análise de dados econômicos da cadeia produtiva do pescado; e implantação de laboratório de reprodução de espécies de peixes marinhos.
Marcelo Crivella afirmou várias vezes que precisa de informações e resultados de pesquisa para “dar tranqüilidade aos nossos ambientalistas”, demonstrando que a atividade pesqueira é sustentável. “Precisamos enfrentar o debate com a ciência”. O diretor do IP concordou que é preciso fazer esforço conjunto para mapear a qualidade da água e assim dar tranquilidade aos aquicultores e aos ambientalistas.
A viabilização do licenciamento ambiental no Estado de São Paulo e a produção de insumos estratégicos são medidas essenciais para estimular a atividade aquícola, afirmou Edison Kubo, em resposta a indagação do ministro. Alberto Macedo disse que a Secretaria está trabalhando junto à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, órgão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Cetesb/SMA), para obter o licenciamento ambiental.
Para Roberto Kikuo Imai, o setor pesqueiro precisa ganhar eficiência, pois perde em competitividade para as cadeias produtivas do frango e das carnes bovina e suína. Kubo lembrou que existe muito desperdício na cadeia produtiva. “Precisamos instituir uma cadeia produtiva onde não se perca nada, mas para isso é preciso ter produção, é preciso eliminar o medo, tranquilizar os órgãos ambientais e os ambientalistas”, completou o Crivella.
Dados sobre o setor
Segundo os dados mais recentes divulgados pelo MPA, através do boletim de pesca e aquicultura brasileira, a produção nacional em 2010 foi de 1,264 milhão de toneladas, sendo que 62% desse total (785 mil toneladas) se referem à pesca e os 38% restantes (479 mil t) indicam a produção aquícola e representam um crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior.
No estado de São Paulo, maior consumidor nacional e sétimo maior produtor, os dados se invertem. A produção pesqueira paulista foi de 34 mil toneladas em 2010, enquanto que a atividade aquícola atingiu mais de 45 mil toneladas. De acordo com os pesquisadores, essa inversão pode ser explicada por duas razões: a primeira é que, desde o final da década de 1980, São Paulo deixou de ser um porto atrativo, perdendo a posição para Santa Catarina; a partir daí as pesquisas começam a exercem um papel fundamental, permitindo que a produção aquícola paulista se desenvolvesse em um ritmo mais acelerado que a nacional.
Esse foi um dos motivos, segundo Marcelo Crivella, que levou o Ministério da Pesca e Aquicultura a voltar os olhos para São Paulo. “Nós precisamos cuidar dos recursos naturais, mas, ao mesmo tempo não podemos ignorar que existem pessoas passando fome e milhares que não se alimentam direito. A produção nacional é muito inferior ao que poderia ser. A parceria com o Instituto de Pesca tem o objetivo, através da pesquisa, de municiar de dados produtores e ambientalistas, e ampliar nossa produção”, afirmou o ministro.

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