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Para uma páscoa tranqüila, peixe fresco na Sexta-feira Santa

Cuidados podem evitar o consumo de carne contaminada e prevenir intoxicações alimentares Na Sexta-feira Santa que, este ano, cai no próximo dia seis, muitas famílias optam, por restrições religiosas, pelo consumo da carne de peixe. É uma época propícia, portanto, para relembrar os riscos de contaminação que ela pode oferecer e os cuidados na hora da compra e do preparo que podem minimizar esses riscos. A pesquisadora da Unidade Laboratorial de Referência de Microbiologia Neliane Ferraz de Arruda Silveira participou de trabalhos que verificaram a contaminação em pescados, principalmente de água doce. “Os riscos mais freqüentes associados ao consumo da carne de peixe são de toxinfecção alimentar e intoxicação histaminica, comum quando o peixe apresenta uma carga microbiana muito elevada”, destaca. Os sintomas da intoxicação histaminica podem ir de rápidas coceiras, vermelhidão e inchaços, especialmente no rosto, até choques anafiláticos, dependendo da sensibilidade do consumidor e da dosagem de histamina presente no peixe. A contaminação pode, inclusive, no caso de alguns peixes, ter início ainda no barco do pescador, se houver longa exposição à temperatura ambiente, o que favorece a rápida multiplicação microbiana. Deste modo, o consumidor deve tomar algumas providências para evitar ingerir a carne contaminada, as quais começam com a observação das condições do local de venda. “O consumidor deve evitar mercados que não têm boa aparência, especialmente com a presença de insetos, bancas em que o pescado não esteja bem conservado. É importante que esteja em gelo em escamas, com temperaturas perto do ponto de fusão”, explica Neliane. Com relação ao peixe fresco, algumas dicas são valiosas para identificar sua qualidade: as escamas não devem se soltar com facilidade; os olhos devem estar brilhantes; ao pressionar o abdome do peixe, a carne deve voltar com facilidade, apresentando uma boa elasticidade; apresentar odor característico e, se o desejo for comprar o peixe em postas, o ideal é solicitar que ele seja fatiado na hora. Já no bacalhau, preferido por muitas famílias para a ocasião, os cuidados são outros. Do mesmo modo o local de compra deve ser observado, principalmente com relação à limpeza e à presença de insetos. “Mas, além disso, ele não deve apresentar manchas escuras, deve ter aparência inteiriça – sem estar desmanchando – e o sal espalhado na superfície deve ter aparência homogênea”, lembra a pesquisadora. Caso uma possível causa de contaminação não seja evidente, cabe ainda uma última estratégia: prestar atenção no odor na hora do preparo. Se houver alguma alteração não aparente na carne, é possível que ela exale um odor desagradável e, assim sendo, o pescado não estará apto para consumo. Material produzido pela Assessoria de Comunicação Foto: Antônio Carriero Mais informações: 19.3743.1757
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