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Pecuária paulista perde US$ 1 bi com febre aftosa em MS e PR

Mesmo sem registrar um único caso de febre aftosa há mais 10 anos, a pecuária do Estado de São Paulo perdeu US$ 1 bilhão com exportações em 2006. A queda é conseqüência dos focos da doença encontrados em outubro e novembro de 2005 em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Desde então, os frigoríficos instalados em São Paulo não podem vender carne não processada para grandes compradores mundiais, como a União Européia e o Chile, entre outros. O estudo que mensurou o prejuízo é assinado pelos pesquisadores Carlos Nabil Ghobril e José Sidnei Gonçalves, do Instituto de Economia Agrícola (IEA). O trabalho concluiu que, mantida a participação paulista nas exportações de carne não processada (68,8% no triênio 2002-2004), o faturamento dos frigoríficos deveria atingir US$ 2,3 bilhões e não US$ 1,3 bilhão, como o registrado em 2006. "Enquanto São Paulo manteve o faturamento das exportações de carne no mesmo nível, o Brasil elevou as vendas externas. Ficamos para trás", disse o secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio. O secretário aguarda a conclusão de mais dois estudos sobre o impacto dos embargos sobre os investimentos e o emprego. Autonomia O governo paulista pretende, a partir desse trabalho, retomar uma antiga discussão: a autonomia dos Estados em negociar o próprio status sanitário com os organismos internacionais. O Ministério da Agricultura alega que é uma tentativa inócua, já que o comitê técnico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) exige que o governo do País seja o único a apresentar os argumentos para revisão do status sanitário. O Estado de São Paulo faz fronteira com o Mato Grosso do Sul e o Paraná, por isso perdeu, em outubro de 2005, o status sanitário de "área livre de aftosa com vacinação". Hoje, a OIE reconhece o status sanitário de livre de aftosa com vacinação dos Estados do Rio Grande do Sul, Rondônia, Acre, os municípios do Amazonas Guajará e Boca do Acre, e Santa Catarina, que pode ser o único a ganhar o status de área livre de aftosa "sem vacinação". Há 10 anos, Santa Catarina não registra focos de aftosa mesmo sem vacinação, o que mostra a eficiência do sistema de controle. As informações são de O Estado de S. Paulo.
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