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Pesquisa da APTA com plantas medicinais apóia serviço municipal de saúde

O interesse por estudos de espécies medicinais cresce à medida que a população busca melhores formas de viver e de cuidar da saúde. Para viabilizar o uso de plantas na medicina, a saúde precisa de uma mão da pesquisa agrícola, que contribui na geração de matérias-primas. Nesse cenário, destaca-se o projeto desenvolvido pela APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) na região de Pindamonhangaba, onde a fitoterapia é usada no sistema municipal de saúde. Coordenado pela pesquisadora da APTA, Sandra Maria Pereira da Silva, o projeto já teve a primeira fase concluída e aguarda a aprovação da verba de R$ 300 mil FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para iniciar a segunda fase, em que se pretende trabalhar com dez espécies de plantas medicinais, que serão cultivadas e direcionadas à produção de fitoterápicos. O foco é para doenças como hipertensão e diabetes, além de problemas respiratórios e digestivos, estresse e menopausa. As enfermidades foram selecionadas com base em relatórios mensais do Programa de Saúde da Família, que reúnem todos os casos que passaram pelos postos de saúde da cidade em determinado mês. Na segunda fase, além de pesquisas de campo, planeja-se montar um horto-didático com mudas de diversas espécies, como erva-cidreira, guaco, boldo e babosa, que serão produzidas no Pólo APTA Vale do Paraíba, sediado em Pindamonhangaba, e nas unidades do Programa de Saúde da Família. A manipulação dos fitoterápicos será feita na Farmácia de Manipulação Municipal de Cruzeiro, que mantém convênio com a Prefeitura de Pindamonhangaba. O projeto prevê ainda a construção de um herbário com material botânico para catalogação. “A parte agronômica e de identificação botânica é a nossa equipe quem realiza, a administração e implantação do projeto ficam por conta da Prefeitura”, afirma a pesquisadora da APTA, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Pesquisa agrícola em parceria com a saúde Com base na realidade atual, com tantas terapias alternativas, a equipe da pesquisadora da APTA, Sandra Maria Pereira da Silva, desenvolveu, na primeira fase desse projeto, um trabalho de aprimoramento e desenvolvimento da estrutura da rede de saúde da região, que já existia desde 1990, para atender à demanda da população. A atividade é feita em parceria com a rede municipal de saúde de Pindamonhangaba. Durante os seis meses da primeira fase, a equipe promoveu a organização da forma de trabalho e reuniu equipe capacitada, com profissionais de diversas áreas, para transferir informações diversas aos produtores das cidades beneficiadas. Nos estudos da primeira etapa, a pesquisadora observou que a maioria das pessoas que procura a terapia alternativa é composta por mulheres e idosos. Embora ainda existam restrições por parte de alguns médicos e pacientes, Sandra Silva disse que se surpreendeu com a aceitação do público. “A busca por produtos naturais e orgânicos atualmente faz com que as pessoas procurem mais medicamentos que são concebidos a partir de plantas, ao invés dos remédios convencionais”, completa. Segundo Sandra Silva, o trabalho feito na região de Pindamonhangaba não é o único a implantar a fitoterapia na rede municipal de saúde. Programas similares são desenvolvidos nas cidades de Londrina e Curitiba, no Estado do Paraná, e no município do Rio de Janeiro. Assessoria de Imprensa – APTA Carla Gomes – MTb 28156 Deborah Chiari – estagiária
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