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Pragas de Verão

1) Chegada do verão.... Com a chegada do verão, continua o ciclo de favorável ao desenvolvimento e reprodução dos insetos, primavera-verão-outono, que significa calor, maior umidade do ar, aumento da vegetação e condições ideais para reprodução. Assim sendo, aumentam os problemas com cupins, baratas, formigas, brocas e outras pragas. 2) Prejuízos: A presença destas pragas no ambiente urbano traz prejuízos econômicos como os danos materiais às estruturas e mobiliário de madeira causada por cupins e brocas; a saúde da população por insetos vetores como os mosquitos além dos vetores mecânicos de doenças como as baratas e as formigas. Devemos considerar ainda os custos do controle destas pragas, a reposição e restauração de bens móveis e imóveis, o tratamento das enfermidades causadas por insetos vetores. 3) Prevenção: No caso dos mosquitos as campanhas intensivas realizadas pelo governo têm procurado conscientizar que a população tem um papel importante no controle dos mosquitos através da eliminação de locais de procriação e acúmulo de água. A utilização dos veda ralos impede o acesso das baratas. As telas em portas e janelas permitem a ventilação natural do ambiente e atuam como uma barreira física ao acesso de muitos insetos. 4) De onde eles vêm.... CUPINS: MITOS E VERDADES MITO: “eles não comem concreto” Para os cupins o formato da estrutura de madeira, a sua função na construção ou o projeto paisagístico não importa, o que conta é que grama e madeira são materiais celulósicos, sua principal fonte de alimento, conforme a espécie. Com o crescimento da área cultivada e da urbanização em várias regiões do país, algumas espécies nativas poderão causar prejuízos ao homem. A arborização nas grandes cidades tem sofrido muito com a presença dos cupins, consumindo as raízes e o cerne das árvores, prejudicando a absorção de água e nutrientes, podendo levar a morte ou ao tombamento. As prefeituras devem se preocupar com esta questão, monitorando e controlando os focos existentes, na tentativa de preservar o tão pouco verde existente em nossas cidades. VERDADE: “eles já estavam aqui muito antes de Colombo chegar” Centenas de espécies de cupins habitam a milhões de anos nossas matas, florestas e cerrados. Algumas espécies resistiram ao desmatamento, as atividades agrícolas, florestais e ao processo de urbanização conduzido pelo homem. Um exemplo atual ocorre em muitos dos chamados condomínios horizontais, inseridos em áreas próximas as grandes cidades, num misto de vegetação nativa, da atividade agrícola ou florestal. O desmatamento de parte das matas ou plantações afetará as populações de cupins presentes no local e algumas tentarão se adaptar ao novo “modelo ambiental” imposto pelo homem, constituído geralmente de grama, arbustos, estruturas de madeira e concreto. No mundo são conhecidas mais de 2900 espécies de cupins e no Brasil cerca de 500 espécies, uma das maiores faunas termíticas (de cupins). Felizmente um pequeno número de espécies causa problemas ao homem, tanto na agricultura como nas cidades, resultado do desequilíbrio ambiental. Essencialmente Ecológicos: os cupins possuem um papel muito importante na reciclagem de nutrientes em nossas florestas, decompondo as folhas e árvores caídas no chão da floresta. Imaginem a situação, se não houvesse quem realiza-se a função de decompor as árvores mortas. Os cupins também auxiliam na aeração do solo e incorporação do material decomposto, ajudando a manter o equilíbrio no meio ambiente. Fazem parte da cadeia alimentar, servindo de alimento para muitos pássaros e mamíferos. Alguns ninhos de cupins servem ainda de abrigo para aves, répteis e pequenos mamíferos. “Enquanto perguntamos de onde o cupim vem, eles se perguntam de onde veio o homem”. 5) Controle: Varia muito conforme a espécie de inseto. Para os mosquitos, produtos na forma de aerossóis e repelentes de tomada ajudam a controlar pequenos focos. No caso de poucas baratas, aerossóis e iscas são eficientes. Para formigas as iscas oferecem os melhores resultados. Para cupins de madeira seca e brocas produtos para injeção em prateleiras e portas podem controlar pequenos focos. No caso de cupins subterrâneos, somente empresas especializadas possuem conhecimento, equipamentos e os melhores produtos para esta finalidade. No caso de não conseguir o controle desejado, consulte uma empresa especializada com profissionais qualificados, como por exemplo os biólogos e engenheiros agrônomos. DÚVIDAS MAIS FREQÜENTES Aleluias e siriris são cupins? Sim. São os reprodutores, cupins com asas. Cupim come concreto? Derruba prédio? Não. Somente estruturas de madeira. Os cupins podem danificar alguns tipos de plásticos, mas não os consomem. O gesso, por conter material celulósico na liga que o compõe, pode ser atacado pelo cupim. A propaganda sobre o “cupim de concreto” apenas assusta as pessoas, sobre uma inverdade, que acaba prejudicando na contratação do serviço de descupinização, pelo fator “pânico”. Qual espécie de cupim tem em minha casa? Presença de caminhos ou túneis de terra em paredes e terra em batentes de porta e outras estruturas de madeira sugerem a presença de cupim subterrâneo. Pequenos grânulos duros e secos da coloração da madeira onde foram encontradas sugerem a presença de cupim de madeira seca. Pó fino como talco significa a presença de brocas de madeira (besouros). Em caso de dúvida o Instituto Biológico possui um serviço de identificação de pragas urbanas, além das pragas e doenças de plantas. A identificação de amostra de cupim custa R$ 30,00 e deve ser encaminhada em frascos com álcool. Instituto Biológico Unidade Laboratorial de Referência em Fitossanidade Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana CEP 04014-002 – São Paulo – SP Dr. Marcos R. Potenza Pesquisador Científico potenza@biologico.sp.gov.br Tel: 11.5087.1730
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