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Preços agrícolas sobem 1,09% na segunda quadrissemana de novembro

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR)  subiu 1,09% na segunda quadrissemana de novembro de 2009, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelo índice de produtos de origem vegetal cujo índice aumentou 2,37%, enquanto que o índice de preços dos produtos de origem animal recuou 2,08%.
A exclusão da cana-de-açúcar do cálculo faz com que o índice geral caia 0,23%, enquanto o índice de produtos vegetais suba menos (1,54%).
As altas mais expressivas ocorreram nos preços da batata (29,31%), do amendoim (13,33%), do tomate para mesa (10,72%), milho (3,26%) e da cana-de-açúcar (2,98%). As safras de batata e tomate vem sendo afetadas por variações climáticas atípicas, que acarretam perdas na produção e conseqüente menor oferta do produto no mercado, com a resultante alta das cotações, dizem os pesquisadores  Eder Pinatti, José Alberto Angelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez.
Já os preços do amendoim mantêm tendência de alta compatível com seu padrão sazonal. E a alta do petróleo e a quebra de safra nos Estados Unidos e na China começam a impulsionar a recuperação dos preços do milho no Brasil, ainda em níveis pouco estimulantes aos produtores, dizem os técnicos do IEA.
As quedas mais acentuadas foram verificadas nos preços dos leites tipo B e C (5,71% e 4,25%, respectivamente), das laranjas para indústria e para mesa (4,39% e 4,06%, respectivamente) e do trigo (3,29%). No caso dos leites tipo C e B, a entrada no período de safra (melhoria das pastagens, isto é, mais alimento para os animais), com o conseqüente aumento da produção, acarreta preços menores.
Nas laranjas (mesa e indústria), convergem-se dois fenômenos com impactos cruzados: a redução da demanda internacional de sucos e a valorização da moeda brasileira dada à tendência do câmbio. “Entretanto, a entrada do verão deve ampliar a demanda de suco, promovendo recuperação de preços”, dizem os analistas.
No trigo, o efeito câmbio contribuiu para a redução das cotações internas, dado que parcela expressiva do abastecimento nacional se realiza com a importação, explica os pesquisadores. “Nesse caso, numa realidade internacional onde também se verifica pressão da demanda para baixo, o menor custo do trigo importado tem um impacto mais que proporcional nos preços do trigo nacional.”
A evolução dos índices quadrissemanais de preços nesta quadrissemana mostra recuo em comparação com a quadrissemana anterior. Assim, o índice geral retraiu 0,6 ponto percentual, já que o índice de produtos vegetais se manteve estável e o índice de produtos animais caiu 1,9 ponto percentual.
Link: íntegra da análise do Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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