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PREÇOS AGROPECUÁRIOS RECUAM 4,84% NA SEGUNDA QUADRISSEMANA DE JULHO

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) variou negativamente em 4,84% na segunda quadrissemana de julho. Os produtos de origem animal (IqPR-A) puxaram o IqPR para cima (+9,02%) e, os de origem vegetal, para baixo (-11,58%). O resultado do índice, explicam os pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, deve-se ao fato de os vegetais serem mais significativos na ponderação e terem apresentado quedas mais significativas. No período, dez produtos tiveram alta, sendo quatro de origem vegetal e, seis, animal. Nove sofreram quedas, todos do segmento vegetal. Consideradas as quatro últimas quadrissemanas, observa-se que o IqPR tem apresentado uma aceleração na queda dos preços, resultado, justamente, do comportamento dos produtos de origem vegetal, com declínio mais acentuado neste período. Já as cotações dos produtos de origem animal estão em alta há seis quadrissemanas. Se a cana-de-açúcar – produto de grande “peso” na ponderação do IqPR, que teve queda 9,16% – for excluída do cálculo, a variação cai para 2,65%. Nesse caso, o IqPR-V tem redução de 14%, favorecida principalmente pelas laranjas, com quedas importantes no período. Os preços do produto para a indústria caíram 25,73% e, para mesa, 43,35%, resultado da boa oferta nesta época e, especialmente, da diminuição do consumo (as pessoas bebem menos suco no frio) e pela concorrência dos demais citros e frutas. Outros produtos que sofreram queda foram o tomate para mesa (34,26%), a batata (26,25%), o algodão (9,16%). Especificamente sobre o tomate, o fato de estar bem ofertado foi o responsável pelo comportamento. As maiores alta de preços foram da banana nanica (24,31%), carne de frango (20,54%), ovos (11,51%), carne bovina (5,61%), carne suína (4,66%) e leites tipo B (3,97%) e C (3,49%). A temperatura prejudicou os pastos, principal fonte de alimento para os animais, reduzindo a produção leiteira. Há, ainda, escassez do produto no mercado externo, provocada por déficit de leite em pó na Austrália e na Nova Zelândia. Embora apenas cerca de 3% da produção nacional seja exportada, essa quantidade já contribui para mudanças na cotação. Os pesquisadores do IEA salientam, no entanto, que o aumento ao produtor não justifica os preços observados no varejo. “Ou seja, os laticínios aumentaram os valores recebidos nas suas vendas para a rede varejista, aproveitando-se tanto da condição oligopolística que desfrutam quanto da capacidade de fazer preços na entressafra e da escassez do mercado externo”, concluem. Também a banana teve pequena produção devido ao clima frio, que limitou seu desenvolvimento. O frango está num bom momento para vendas externas, fator que pressiona o mercado doméstico. Já os ovos estão pouco ofertados. Para ter acesso as tabelas e gráficos, entre no site: www.iea.sp.gov.br Informações: Assessoria de Comunicação Tel.: 11 5067-0069 – www.agricultura.sp.gov.br Euzi Dognani/ Adriana Rota
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