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Preços dos defensivos agrícolas caem em São Paulo no período de um ano, até abril

A maioria dos principais defensivos agrícolas comercializados no Estado de São Paulo (80,5%) apresentou queda nos preços correntes em abril de 2008, quando comparado com o mesmo mês de 2007. Esse comportamento foi verificado em todas as classes estudadas (inseticidas, acaricidas, fungicidas, reguladores de crescimento e herbicidas) para as diversas regiões pesquisadas. É o que mostra estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. De um total de 123 produtos pesquisados, em valores correntes, 99 produtos registraram diminuição nos preços e 24 tiveram aumento. Porém, com os preços corrigidos pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas (FGV), constatou-se que apenas sete produtos variaram positivamente (dois inseticidas, quatro herbicidas e um acaricida), enquanto 116 produtos apresentaram queda entre o mínimo de 1,1% e o máximo de 36,3%. Na análise individualizada por classes, em valores corrigidos, todos os produtos pesquisados da classe dos fungicidas caíram em abril de 2008, em relação ao mesmo mês do ano anterior, entre 1,9% e 36,3%. O mesmo ocorreu com os quatro reguladores de crescimento, que variaram negativamente entre 9,0% e 22,4%. No caso dos inseticidas, 38 produtos tiveram decréscimo de preços entre 1,9% e 28,4%, enquanto que dois apresentaram incremento de 12,4% e 28,8% (produtos cujo ingrediente ativo é o Tiodicarbe). Dos oito acaricidas considerados, sete variaram negativamente entre 3,2% e 27,1% e somente um produto, positivamente (3,2%), cujo ingrediente ativo é o enxofre. Para os herbicidas, em valores correntes, de um total de 43 produtos pesquisados, 33 mostraram retração nos preços (entre 0,2% e 20,9%) e 10 apresentaram acréscimo (entre 0,9 e 30,4%), no referido período. Por sua vez, em termos corrigidos, 39 produtos apresentaram redução nos preços entre 1,1% e 28,2%, enquanto quatro produtos mostraram aumento nos preços, produtos cujo ingrediente ativo é o glifosato. Em relação ao levantamento de janeiro último, de um total de 132 produtos, 70 mostraram crescimento nos preços, em termos correntes, entre 0,1 e 11,9% (destes, 27 produtos aumentaram menos de 2,0%), 61 produtos apresentaram decréscimo entre 0,1% e 17,7% e um ficou estável. Contudo, em valores corrigidos, 40 produtos aumentaram entre 0,1% e 9,4%, um produto ficou estável e 91 produtos decresceram (ou seja, 69% dos produtos), entre 0,1% e 19,5%. Segundo a pesquisadora Célia Regina Roncato P. T. Ferreira, são diversos os fatores que contribuíram para a redução dos preços. Ela cita a queda da taxa de câmbio (real/dólar), que favorece a importação (existe uma forte dependência do setor de importação de ingredientes ativos); a concorrência entre as empresas fabricantes e o aumento do uso de produtos genéricos. Porém, “diversos produtos sinalizam para uma ligeira tendência de aumento de preços, em função da elevação das cotações das matérias-primas no mercado internacional, decorrentes do incremento na demanda mundial de defensivos agrícolas ocasionada pela necessidade de maior produção mundial de alimentos”. Isto “apesar de os preços de defensivos apresentarem decréscimos em abril de 2008, em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando se compara com os preços de janeiro de 2008 (levantamento anterior)”. Célia Ferreira, que é a coordenadora do projeto, acrescenta que “a oferta não cresceu na mesma proporção da demanda; também o aumento do petróleo contribuiu para a expansão dos custos de produção dos suprimentos empregados no processo produtivo. Outro fato a ser considerado é que a China, importante fabricante de defensivos, pressionada principalmente pela comunidade ambiental, já tem feito ajustes na oferta, encerrando a produção de alguns produtos empregados no Brasil e, também, tem aumentado os preços”. Os preços dos defensivos são levantados num conjunto de firmas, abrangendo cerca de 130 informantes (revendas e cooperativas), que comercializam defensivos nos principais pólos de produção agrícola e/ou de comercialização de insumos. A pesquisa é realizada em 34 municípios, inclusive a capital, de diferentes regiões do Estado. As tabelas dos preços de defensivos agrícolas estão disponíveis no site www.iea.sp.gov.br (ver Informações Estatísticas). José Venâncio de Resende Assessoria de Comunicação Social da APTA (11) 5067-0424