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Produção de álcool nos EUA beneficia exportação de soja brasileira

A produção de etanol nos Estados Unidos começa a dar resultados positivos para as exportações brasileiras. Mas os benefícios estão chegando de uma forma inusitada. Os americanos devem reduzir sua área de plantação de soja em 2007 para produzir milho para o etanol. Como conseqüência, as exportações de soja dos Estados Unidos para a China devem cair e o Brasil, segundo analistas de comércio do governo americano, deve ocupar o espaço deixado pelos Estados Unidos no mercado chinês e mesmo em outros locais. Segundo dados do Departamento Agrícola dos Estados Unidos, a área plantada de soja no país deve sofrer uma redução em 2007. Como conseqüência, as exportações ao mercado chinês devem ser reduzidas, abrindo caminho para um incremento ainda mais rápido das exportações brasileiras no setor. Os Estados Unidos são os maiores produtores de soja do mundo. Mas a previsão é de uma queda na produção de 7,4% na área. O motivo seria o uso das terras para a plantação de milho destinado à produção de etanol nas usinas americanas. Em 2006, o Brasil exportou 11,6 milhões de toneladas de soja para a China. Já os americanos exportaram quase 10 milhões. O terceiro maior fornecedor do produto ao mercado chinês é a Argentina, com vendas de 6 milhões de toneladas e que também poderá ser beneficiada pela queda na produção americana neste ano. O Brasil sempre acreditou que a produção e etanol em países ricos poderia ter um impacto positivo para as exportações brasileiras. Sem conseguir concorrer contra os milionários subsídios americanos, os brasileiros apostam na transformação da produção de algumas commodities em combustível como forma de liberar parte do mercado internacional para as vendas nacionais. Além do caso das exportações de soja nos EUA, o Brasil espera que o mesmo fenômeno ocorra na Europa. Em países como a França e Itália, os governos estão criando incentivos para que os produtores de açúcar parem de exportar o produto e o revertam em combustível. O plano poderá reduzir o volume de açúcar no mercado internacional, o que deve favorecer o Brasil. As informações são de O Estado de São Paulo.
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