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Produção de maçã será 25% maior do que em 2006

A safra de maçãs 2007, iniciada esta semana, será 25% superior a do ano passado. Estimativas da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) é de uma colheita de 821 mil toneladas. O presidente da ABPM, Piérre Nicolas Peres, afirma que a produção volta aos parâmetros normais e recupera a perda ocorrida em 2006, em função da seca e do inverno fraco em regiões produtoras. A safra maior este ano está relacionada à boa quantidade de chuvas no verão e de frio no final do inverno. Apesar disso, o faturamento do setor deverá ser o mesmo de 2006, de R$ 670 milhões, porque, segundo Peres, a maior oferta irá pressionar os preços da fruta para baixo. Peres estima, para esta safra, uma média de R$ 1,22 o quilo da Gala, variedade mais consumida. No ano passado o quilo atingiu média de R$ 1,49. Do total colhido, Santa Catarina deverá responder por 51% (418.678 toneladas), conforme cálculos da ABPM. No Rio Grande do Sul, a estimativa de produção é de 361.562 e no Paraná de 41,07 toneladas. Com isso, as exportações deverão pelo menos dobrar. A estimativa para as vendas externas está entre 80 mil a 110 mil toneladas. "Vai depender das condições climáticas daqui para frente", afirma. A colheita segue até maio. No ano passado, os produtores exportaram 57.144 toneladas, a maioria Gala (43.705 toneladas). A Europa é principal importadora da maçã brasileira, responsável por 90%. Em 2006, a Holanda comprou 15.718 toneladas, o Reino Unido 10.583 toneladas, a Alemanha 5.499 toneladas e a Suécia 4.469 toneladas. No País, os pomares de maçã ocupam 130 mil trabalhadores. "Este ano não teremos uma supersafra, em função das chuvas de granizo em novembro e dezembro passado. No entanto, o clima agora está ajudando e a fruta terá qualidade e sabor excepcional", disse o diretor da Fischer Fraiburgo Agrícola, de Fraiburgo (SC), Arival Pioli. A Fischer é responsável por 12% da produção nacional e por 15% da comercialização. Este ano, vai produzir 98 mil toneladas de maçãs, 25% a mais do que em 2006. Na safra 2007, a empresa prevê exportar 15% (14,7 toneladas) da produção, o dobro do ano passado. A maior parte (65%) da produção brasileira de maçãs é destinada ao consumo interno, para o comércio "in natura". Outros 20% vão para a industrialização, principalmente de sucos concentrados. O principal importador de suco de maçã são os Estados Unidos que absorve 90% do total exportado, o restante é absorvido pelo mercado europeu.
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