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Programa Cana IAC lança quatro variedades de cana-de-açúcar

Superar em 17% a produtividade de materiais comerciais e gerar cerca de 120 toneladas/hectare de cana-de-açúcar são resultados que adoçam qualquer negócio do setor sucroalcooleiro, segmento que depende mais e mais de tecnologia. Justamente pela canavicultura ter atingido alto nível de resultados, superar a competitividade fica bem mais difícil que assoviar e chupar cana. E para contribuir, o Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, traz mais uma contribuição para a sustentabilidade do agronegócio cana. São quatro novos materiais – IAC91-1099, IACSP93-2060, IACSP95-3028 e IACSP95-5000 –, caracterizados por alto potencial agroindustrial e adaptabilidade à colheita mecanizada, o que reduz impactos ambientais. As novas variedades destacam-se ainda por atingirem o nível de sacarose ideal para o corte em diferentes períodos, característica que atende a várias demandas do setor. O lançamento será no dia 06 de dezembro, a partir das 15h, em Ribeirão Preto. A diversidade de novas variedades de cana-de-açúcar oferecidas ao setor sucroalcooleiro pelo Programa Cana IAC não pára de ser ampliada. Em um momento de expansão da canavicultura, o desenvolvimento de novas variedades — com perfil adaptado aos diversos ambientes onde são cultivadas — é uma ferramenta para se conseguir aumentar a produtividade de um canavial, sem ter que expandir a área plantada: uma alternativa eficaz para se alavancar a produção de etanol e de açúcar garantindo bons rendimentos aos canavicultores e aos demais integrantes da cadeia sucroalcooleira. De acordo com o diretor do Programa Cana IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell, essas novas variedades, que exigiram mais de 13 anos para serem desenvolvidas, irão assegurar o ganho de produtividade de 1,5% ao ano, índice que o segmento vem conquistando há mais de três décadas. “Elas vêm atender às demandas do setor, são novas ferramentas que irão possibilitar ganhos muito significativos”, explica Landell. Segundo ele, é possível obter aumentos de 10% a 30%, se os produtores souberem explorar bem o perfil desses materiais, associando-os ao ambiente de produção adequado. Destaques Dentre essas variedades, a IAC91-1099 e a IACSP95-5000 são as que mais se destacam pela elevada produtividade e concentração de sacarose. Comparadas a materiais bastante cultivados comercialmente, a produtividade da IACSP95-5000 foi superior em 17,7% e a da IAC91-1099 em 11%. Esses valores correspondem uma variação na produção de 120 a 90 toneladas/hectare e de 140 a 95 toneladas/hectare, respectivamente.Ainda relacionada a essas características, a IAC91-1099 garante uma boa produtividade mesmo em cortes avançados, com produção superior em 20% a dos materiais que apresentam esse mesmo perfil. “Os ensaios que validaram essa variedade foram conduzidos até o quarto corte, em diversos ambientes de produção. Nessa condição, para o quarto corte ela apresentou dados médios de 94 toneladas/hectare”, informa o pesquisador do Programa Cana IAC, Mauro Alexandre Xavier. Segundo ele, outro aspecto que também chama a atenção na IAC91-1099 é o seu caráter rústico-estável, o que possibilita seu cultivo em ambientes médios a desfavoráveis. Em relação ao nível de maturação, os novos frutos do programa de melhoramento genético de cana-de-açúcar do IAC atendem a diferentes demandas, ao atingirem o nível de sacarose ideal para o corte em diferentes períodos. A IAC91-1099 e IACSP95-5000 apresentam boa capacidade de acumular sacarose ao longo da safra, tornando-se uma boa opção para corte entre o inverno e a primavera – o que corresponde ao período entre julho e novembro. Já a IACSP95-3028 e a IACSP93-2060 chamam a atenção pela precocidade de maturação, o que beneficia a colheita durante o período de menor volume de produção. “Para a IACSP95-3028, colhida em início de safra – um momento bastante crítico para o acúmulo de sacarose – o teor percentual desse açúcar pode ser 7,5% superior ao das variedades ainda cultivadas e utilizadas em início de safra”, pontua Xavier. O pesquisador explica ainda que, enquanto IACSP95-3028 atende à necessidade de antecipação da colheita para final de março e início de abril, a IACSP93-2060 destina-se entre a quarta e a sexta quinzenas da safra. Essa característica permite que os produtores planejem melhor e possam adiar ou antecipar o início do corte. Redução nos impactos ambientais Diante das preocupações governamentais e exigências internacionais de que a canavicultura busque sempre sustentabilidade agroambiental, as novas variedades atendem a esses anseios: dos quatro materiais, a IAC91-1099 e a IACSP95-500 foram desenvolvidas para a colheita mecânica crua, por possuírem porte muito ereto, e a IACSP93-2060 também apresenta boa adaptação a essa condição de colheita – prática que dispensa a queimada da cana-de-açúcar, bastante utilizada na colheita manual. “Essa característica é muito importante. Nos próximos anos sete anos, toda a colheita no Estado de São Paulo será mecanizada e, com isso, com esse novo cenário, todas as novas variedades de cana devem seguir essa tendência”, explica Landell. De acordo com Xavier, as variedades sem características agronômicas que possibilitem a adoção dos processos mecanizados, provavelmente, serão substituídas em um curto espaço de tempo. “Esse desafio é condição essencial para se liberar uma variedade atualmente, e essa demanda foi levantada pelo próprio setor”, justifica. De maneira geral, todos os programas têm procurado se adaptar a esse perfil. Entretanto, o Programa Cana IAC, por submeter os ensaios à colheita mecânica crua, desde as primeiras etapas do seu trabalho, impõe uma seleção de material bastante rigorosa, conferindo aos clones selecionados adaptação às necessidades atuais de mecanização de todo o processo de produção agrícola. Disponibilidade de materiais Embora estejam sendo lançados agora, os novos materiais já estão sendo multiplicados pelas usinas, associações e cooperativas conveniadas ao Programa Cana IAC. Isso faz parte da estrutura de trabalho do programa de melhoramento, que testa os clones por meio de ensaios, distribuídos por uma rede experimental. A experimentação das quatro novas variedades foram realizadas em oito diferentes regiões de produção, no Centro-Sul do Brasil, totalizando, para essa série, 120 ensaios de competição varietal. A partir de fevereiro de 2008, os interessados poderão obter pacotes tecnológicos, que incluem, além das mudas, instruções sobre como cultivá-las e multiplicá-las. Conheça as novas variedades de cana IAC IAC91-1099 Alta produção agrícola associada a alto teor de sacarose. Apresenta uniformidade de altura e diâmetro de colmos, característica facilitadora do processo de colheita mecânica. Adaptada às regiões de Piracicaba, Jaú, Ribeirão Preto, Catanduva e Oeste Paulista, além das regiões de expansão do Centro Oeste brasileiro – como Goiás e Mato Grosso. Adequada para colheita nos meses de junho a outubro. IACSP95-5000 Variedade com perfil de alta produtividade e elevadíssimos teores de sacarose. Adaptada à colheita mecânica. Apresenta grande estabilidade associada a perfil responsivo, sendo adaptada praticamente a todas as regiões de cultivo da região Centro-Sul do Brasil. Com possibilidades de colheita de junho a outubro. IACSP93-2060 Variedade precoce e rica em sacarose. Adaptada à colheita mecânica. Boa adaptação às regiões de Ribeirão Preto, Serra da Mantiqueira, Catanduva e Goiás. Adequada para colheita de final de abril a agosto. IACSP95-3028 Variedade riquíssima em sacarose e hiper-precoce com possibilidades de colheita a partir do final de março. Apresenta ótima brotação de gemas no plantio e boa soqueira. Possui boa performance em ambientes restritivos. Por Carla Gomes e Igor Carvalho - Assessoria de Imprensa – IAC-APTA SERVIÇO Lançamento de variedades IAC de Cana-de-açúcar Data: 6 de dezembro Horário: A partir das 15h Local: Centro APTA Cana – Rodovia Antônio Duarte Nogueira, km 321 (Anel Viário Contorno Sul) Ribeirão Preto (SP).
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