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Secretaria de Agricultura é a única instituição pública do País a produzir rainhas para apicultores de todo o Brasil

 
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), é a única instituição pública do País que fornece abelha rainha para o apicultor. O trabalho é realizado no Polo Vale do Paraíba, em Pindamonhangaba. Os produtores de todo o Brasil podem encomendar abelhas rainhas virgens ou fecundadas e recebê-las pelos Correios. A embalagem para envio também foi desenvolvida pela pesquisa paulista e garante o sucesso da entrega. A possibilidade de morte é mínima, desde que seguidas as recomendações.
A rainha é a principal abelha do enxame. É a única fêmea fértil e responsável pela postura dos ovos que originarão todos os indivíduos da colmeia, inclusive sua substituta. Dela depende também a produtividade final dos apiários. Quanto mais jovens, mais produtivas. Sua substituição deve ser feita anualmente. A manutenção de rainhas jovens e de boa origem nas colônias pode aumentar a produtividade de mel em até 60%.  
“É muito importante fazer a troca da rainha pelo menos a cada dois anos. Há dez anos compro rainhas da APTA e minha produção de mel, quando realizo a troca, dobra.” Luiz Antonio Jacinto Ramos, que compra de 30 a 50 abelhas rainhas da APTA, por ano. Ele tem 20 apiários na Região de Vale do Paraíba, e produz, anualmente, oito toneladas de mel.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destaca a importância desse trabalho para os pequenos e médios produtores. Destaca que a apicultura é uma atividade econômica muito importante para essas categorias de produtores. “Com a produção de rainhas, a Secretaria está contribuindo para o aumento da produção e de seu resultado econômico. O governador Geraldo Alckmin tem nos orientado a sempre oferecer ferramentas para que os produtores tenham melhor resultado e é isso que a APTA está fazendo”, afirmou.
Relevância da tecnologia
Rainhas velhas e de baixa qualidade refletem diretamente na produtividade do apiário, com o aparecimento de colônias improdutivas, que exigem mais trabalho para a correção das deficiências, aumentam os custos de produção e, consequentemente, os preços dos produtos apícolas. Para as condições paulistas, a troca da abelha rainha representa de 15 a 30 kg de mel a mais por colmeia, por ano. “Considerando o custo de uma rainha o equivalente a 1 kg de mel, verifica-se a extrema rentabilidade da substituição anual de rainhas. Estimulando a troca de rainhas, indiretamente provocamos melhor produtividade e rentabilidade dos apiários e, consequentemente, maior quantidade de abelhas para polinização de culturas alimentares e industriais”, afirma Maria Luisa Teles Marques Florência Alves, pesquisadora da APTA.
Além de gerar e transferir a tecnologia, a pesquisa paulista atua há mais de 30 anos no treinamento, formação de mão de obra e demonstração de métodos aos apicultores. A APTA produz 1.850 rainhas por ano, em média. Cerca de 50 pequenos apicultores brasileiros são atendidos anualmente pelo Polo Vale do Paraíba. Os preços das abelhas variam de R$8 a R$18, para as virgens e fecundadas, respectivamente. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone 12 – 3642-7822. “No período de inverno a fecundação diminui muito, então retomamos a venda quando o tempo esquenta e começa a ter fluxo nectarífero”, explica a pesquisadora.
Estima-se que cerca de 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo são polinizadas por alguma espécie de abelha.
Transporte real
Enviadas via Sedex, as abelhas rainhas são acondicionadas em uma gaiola, tipo Berton modificada, confeccionada no tamanho apropriado para compor uma embalagem aceita pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT). A embalagem foi desenvolvida por pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em 1986, quando foi iniciado o Projeto de Criação de Abelhas Rainhas.
Durante a viagem, cada rainha é colocada na gaiola com seis operárias jovens da sua própria colmeia, que têm a função de sustentá-la durante o trajeto. "Essa embalagem tem três câmaras para acomodar também o alimento à base de açúcar finíssimo e mel, chamado cândi, consumido pelas acompanhantes, que vão produzir a geleia real com a qual alimentam a rainha durante a viagem", explica Maria Luisa.
Roberto Del Gos, apicultor do município de Via Mão, no Rio Grande do Sul, já comprou abelhas rainhas da APTA. “Percebi que o enxame ficou mais manso e com mais abelhas, o que aumentou minha produção. Adquiri as abelhas da APTA também pela facilidade. Elas chegam pelos Correios e a troca é feita de forma muito fácil, vem tudo explicadinho. Faço parte de uma associação de produtores e lá eles falam muito que a APTA é um centro de excelência, por isso também que me dá confiança em comprar lá”, conta o apicultor, que produz anualmente cerca de uma tonelada de mel.
Por: Fernanda Domiciano
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