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Uma proposta de subvenção ao prêmio em operações de mercado contra riscos

Um modelo de subvenção ao prêmio nas operações de mercado a termo, por parte do pequeno e médio produtor, foi apresentado pelo chefe de Departamento de Mercados Agrícolas da BM&F, Luiz Cláudio Caffagni, em reunião da Câmara Setorial de Milho no dia 12 de junho. A proposta, oriunda da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, prevê (a exemplo do seguro rural) a garantia de proteção contra riscos na comercialização. A justificativa é que o produtor de maneira geral está desamparado em termos de seguro de preço, o que afeta a sua renda. A idéia é que a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio de um tipo de intervenção, auxilie os produtores a obter segurança no recebimento da renda. Nesse sentido, Caffagni apresentou um modelo de contrato a termo, com opção, que tem origem num comprador, por exemplo, de milho. Este comprador lançaria um edital de leilões por meio do qual se compromete a pagar um determinado preço no futuro ao produtor. Ao fechar o negócio, o comprador venderia uma “opção de venda” por determinado preço ao produtor, que ganharia a diferença em caso de queda neste preço. Se o preço subir, o produtor não precisaria exercer a sua opção, vendendo ao preço mais alto de mercado. Quer dizer, o produtor sempre ganharia, mas para isso precisaria pagar antecipadamente uma determinada quantia, que é o prêmio de opção. É exatamente neste prêmio que a Secretaria estuda a possibilidade de intervir com a subvenção. O secretário-executivo do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), Celso Matsuda, informou que a Secretaria de Agricultura e Abastecimento está estudando a possibilidade de o FEAP atuar na subvenção ao prêmio de opção. Oferta e demanda A Câmara Setorial aprovou a segunda estimativa de oferta e demanda de milho no Estado em 2007, apresentada na mesma reunião pelo pesquisador Alfredo Tsunechiro do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A oferta total é prevista em 7,995 milhões de toneladas (mais 0,5% em relação ao ano anterior), devido principalmente ao aumento de 6,6% nas importações de outros estados, para 3,3 milhões de toneladas. Já a demanda total está estimada em 7,513 milhões de toneladas (acréscimo de 0,5%), com aumento de 0,6% no consumo animal, para 5,880 milhões de toneladas. A avicultura de corte manteve praticamente os mesmos níveis do ano anterior (2,742 milhões de toneladas), enquanto a produção de ovos deve consumir menos 4% (ou 939,8 mil toneladas). Já a suinocultura deve manter o consumo do ano anterior (843,3 mil toneladas), mas as pecuárias de leite e corte devem aumentar o consumo de milho para, respectivamente, 346,6 mil toneladas (acréscimo de 8%) e 194,7 mil toneladas (mais 2%). O consumo industrial é estimado em 1,150 milhão de toneladas, o mesmo do ano passado. José Venâncio de Resende