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Volume das exportações de frutas cresce 14% no 1º semestre

As exportações de frutas tiveram um aumento significativo no primeiro semestre de 2007 comparando com o ano anterior. De janeiro a junho foram exportadas 372 mil toneladas em 2007 contra 326 mil em 2006, representando um crescimento de 14% em volume. Quanto ao valor, as exportações dos seis primeiros meses do ano representaram US$ 203 milhões, 30% a mais que em 2006 - US$ 156 milhões. Maurício de Sá Ferraz, gerente da central de serviços de exportação do IBRAF, afirma que “apesar do aumento do valor das exportações, a margem de lucro do exportador diminuiu por causa do Custo Brasil, ou seja, dos recentes reajustes de preços dos pedágios, do frete marítimo, aéreo, etc., houve um aumento de custos em todo o processo logístico, desta forma estes números significam que o exportador está gastando mais e não recebendo mais”. A maçã foi a principal fruta responsável pelo aumento das exportações, a fruta teve um crescimento de cerca de 100%, passando de 53 mil toneladas em 2006 para 106 mil toneladas em 2007. Este crescimento, segundo Pierre Nicolas Pérès, presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Maç㠖 ABPM, “é conseqüência da volta de uma colheita quase normal, com fruta de boa qualidade e de bom calibre, além disso, a Europa está com estoques menores que nos últimos anos e preços mais atrativos, embora o câmbio não seja nada animador, todo este conjunto resultou na recuperação das exportações brasileiras de maçã”. Frutas como limão, abacaxi e figo também tiveram crescimento nos seis primeiros meses do ano, porém banana, manga e mamão apresentaram uma leve queda, que foi causada por uma série de motivos que vem agravando os rendimentos dos exportadores brasileiros, como problemas de infra-estrutura, baixa do dólar, produtor descapitalizado, greve dos fiscais federais agropecuários, barreiras comerciais disfarçadas de fitossanitárias, super oferta de algumas frutas que causam baixa no valor de mercado, entre outros. Ferraz ressalta que “o resultados das exportações não está negativo porque muitos exportadores não querem perder o acesso ao mercado internacional, outro fator é que muitos contratos com a União Européia são fechados em euro, que não teve uma queda tão expressiva quanto o dólar”. Apesar destes fatores os produtores vêm se preparando cada vez mais para atender as exigências do mercado internacional, de olho no incentivo mundial por produtos mais saudáveis e naturais. Ações de capacitação em Boas Práticas Agrícolas e marketing internacional também vêm sendo realizadas pelo IBRAF em parceria com o SEBRAE-SP e a APEX-Brasil, visando promover a qualidade da fruta brasileira e seus derivados no mercado externo. “Temos grande potencial de crescimento, porém precisamos que alguns gargalos sejam resolvidos para que o produtor e o exportador possam continuar crescendo de forma sustentada”, afirma Ferraz.
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