Portal do Governo | Investe SP | Cidadão SP | Internacional SP
Workshop
 

O Estado de São Paulo possui tradição na produção de frutíferas de clima temperado, como a uva, a ameixa, o pêssego, a nectarina etc. Entretanto, há uma frutífera, cujo fruto brasileiro, ainda não se encontra no nosso cardápio diário. Trata-se da oliveira, planta que produz a azeitona, ou oliva, seja para consumo in natura, seja para a produção do seu óleo comestível, o azeite. A introdução da oliveira no Brasil data do período colonial, sem contudo, obtenção de êxito na produção dos frutos.
A produção de oliveiras concentra-se em países de clima mediterrâneo, produzindo 3,1 milhões de toneladas por ano, representando 95% da produção mundial. Invernos com temperaturas médias inferiores a 21ºC, e horas variáveis de frios com temperaturas em torno a 7-8º C, seguidos de verão quente, propiciam condições favoráveis para a indução floral e produção de azeitonas, para a maioria das cultivares de oliveiras cultivados atualmente.
O Brasil é totalmente dependente de importação tanto dos frutos para mesa quanto dos azeites. Este mercado de frutos e azeites movimenta cerca de 400 milhões de dólares anuais. A demanda de azeite no mundo é crescente, em virtude dos benefícios atribuídos ao consumo do azeite e da dieta mediterrânea na qualidade de vida das pessoas, representando uma excelente oportunidade para investidores no setor.
Pontualmente, existem algumas experiências com a produção de oliveiras no Brasil, em microclimas favoráveis a cultura, como é o caso de algumas regiões do sul de Minas Gerais, e no Rio Grande do Sul. Consulta realizada no quarentenário do IAC indica a tentativa de estudos para produção de azeitonas no estado de São Paulo, por meio da entrada de material genético nos anos de 1937, 1950, 1972, e 1980, provenientes do Ceilão, Espanha, Grécia, e Itália, respectivamente. Fracassos relatados na condução da cultura são atribuídos especialmente aos fatores: (i) teste de apenas um material genético; (ii) local de implantação da cultura inapropriado as necessidades da cultura; (iii) cultivar não adaptado as condições climáticas locais; (iv) dificuldades de manejo de cultura exótica em nossas condições (adubação, poda, controle de pragas e doenças).
A planta de oliveira caracteriza-se pela rusticidade, não sendo exigindo solos muito férteis, nem regime hídrico especial. Contudo, necessita-se de indução das gemas florais para florescimento e frutificação por meio de temperaturas amenas e não tolera invernos muito rigorosos. Assim, como estratégia inicial para a implantação da cultura no estado de São Paulo, em princípio, deve-se fazer levantamento edafoclimático e da quantidade de áreas disponíveis para seu cultivo em regiões com microclimas favoráveis ao desenvolvimento das cultivares atualmente em produção nas regiões mediterrâneas e cultivares que estão sendo cultivadas em pequenas regiões do Brasil. Ensaios varietais devem ser conduzidos nas áreas escolhidas, analisando se a produção e qualidade de produtos colhidos e processados.
Concomitantemente a estes ensaios, torna-se necessária a montagem de um banco de germoplasma de oliveiras, e a condução de melhoramento genético das atuais cultivares, visando especialmente, a redução da necessidade de horas de frio para indução floral, que possibilitaria a implantação da cultura em extensas áreas não apenas em São Paulo, mas também, em outros estados brasileiros, tornando a produção de azeitonas e azeites economicamente viável diante dos produtos importados.
         Também, são necessários estudos econômicos e da qualidade dos produtos importados aceitos pelos consumidores nacionais para confrontá-los a futuro cenário de produção de frutos e azeites. Neste projeto, abordam-se de modo multidisciplinar e interinstitucional, ações de pesquisa com o objetivo de avaliar a viabilidade do cultivo comercial da oliveira no estado de São Paulo, renomado no desenvolvimento agrícola e na gastronomia internacional, e reconhecido como centro de grandes investidores.

2 Objetivo geral do projeto
· Viabilizar a exploração comercial da cultura da oliveira no estado de São Paulo, e posteriormente na região Sudeste do Brasil.

3 Objetivos específicos e ações
         Os objetivos específicos referem-se a fases em que o projeto foi dividido, com as seguintes ações ao curto, médio e longo prazo:

1- Realização de zoneamento edafoclimático e escolha de áreas com aptidão de clima e solo apropriadas as necessidades dos cultivares atualmente em produção em zonas mediterrâneas e em algumas localidades brasileiras;
2- Estudo e escolha de características de cultivares com maior probabilidade de sucesso nas áreas escolhidas no item (i);
3- Estudo quantitativo e qualitativo de mercado importador e consumidor de azeitonas e azeites no estado de São Paulo;
4- Implantação de ensaios das cultivares nas áreas escolhidas como aptas no item 1.
5- Condução dos experimentos, adaptando-se manejo e tratos culturais as condições de cultivo;
6- Colheita e processamento de produtos colhidos. Folhas para fins medicinais e cosméticos, e frutos para mesa e produção de azeites;
7- Análise de qualidade de produtos processados;
8- Montagem de banco de germoplasma e melhoramento genético das cultivares bem sucedidas nos ensaios realizados no Item 4.

Acesse Decreto Criação Grupo

 


<< Voltar
 
© 2007 Todos os Direitos Reservados -