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Pesquisadora alerta sobre qualidade da água de fontes de abastecimento e de efluentes da piscicultura

“Os órgãos ambientais têm manifestado especial interesse nos possíveis impactos causados pelo lançamento de efluentes líquidos em corpos d’água, sem prévio tratamento, poluindo-os e prejudicando a vida aquática.” É o que revela a bióloga Renata Bazante Yamaguishi (ryamaguishi@ipen.br), que apresentou dissertação de mestrado ao Programa de Pós-graduação em Aquicultura e Pesca, do Instituto de Pesca (IP-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O trabalho foi orientado pelo pesquisador Julio Vicente Lombardi.
Atualmente, nota-se diminuição da disponibilidade e da qualidade das águas com o aumento das atividades vistas como impactantes, diz Yamaguishi. Tais atividades muitas vezes são evidentes e/ou agravadas por outras realizadas em locais indevidos ou que não oferecem condições propícias ao seu desenvolvimento ou, ainda, porque seus recursos naturais estão limitados e seu manejo está mal gerenciado.
Segundo a estudiosa, a falta de conhecimento sobre a gestão de manejo e práticas sustentáveis, seguida pelo controle sanitário, assim como o uso de drogas, vacinas e práticas para o tratamento e/ou prevenção de doenças nos viveiros de cultivo, podem acarretar a propagação de micro-organismos patogênicos aquáticos e o aumento de substâncias químicas e suas misturas como fonte de contaminação hídrica. O risco é afetar diretamente a qualidade das águas e, indiretamente, a demanda do mercado consumidor de pescados.
A gestão da qualidade dos recursos hídricos no Brasil, que inclui as águas superficiais e subterrâneas, foi tardiamente implantada, em decorrência do crescimento demográfico acelerado e da poluição das águas pelo lançamento de efluentes domésticos e industriais sem o devido tratamento. Para se ter uma ideia, o monitoramento da qualidade das águas subterrâneas no estado de São Paulo completou em julho de 2010 duas décadas de existência, revela Renata.
Parâmetros de avaliação
A incorporação dos novos conhecimentos científicos sobre parâmetros importantes para avaliação da qualidade dos recursos hídricos e preservação da vida aquática inclui a necessidade da realização de testes ecotoxicológicos para a verificação de possíveis efeitos tóxicos (agudo ou crônico) a organismos aquáticos. Em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e alguns europeus este parâmetro vem sendo empregado pelas agências ambientais há mais tempo, buscando principalmente a fiscalização e o controle das inúmeras descargas de efluentes em ambiente aquático.
No Brasil, são poucos os dados científicos de ensaios ecotoxicológicos contextualizados à aquicultura, tanto continental como marinha. As informações disponíveis permitem constatar que tanto o afluente como o efluente analisado raramente incluem as recargas dos viveiros e/ou descargas provenientes da piscicultura, atividade que movimenta aproximadamente 210 mil toneladas por ano em nosso país, segundo dados do relatório estatístico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), 2007. No entanto, orienta Renata Bazante, há técnicas de manejo sustentável para garantir a qualidade da água para o cultivo, assim como de tratamento de efluentes gerados pela piscicultura.
Renata realizou o seu estudo em um empreendimento de pesquisa científica relacionado à área de aquicultura, localizado no bairro de Santa Cecília, no município de Pindamonhangaba, pertencente ao Polo Regional do Vale do Paraíba/APTA Regional. As análises limnológicas foram desenvolvidas no Laboratório de Análises Físicas e Químicas da Água, do IP, localizado no Parque da Água Branca, na capital paulista.
Um dos resultados da pesquisa revelou que a água de abastecimento do viveiro, seu afluente, apresentou toxicidade aguda ao organismo-teste Ceriodaphnia dúbia. Assim, a pesquisadora pergunta: o que poderia estar prejudicando a qualidade da água antes mesmo da sua chegada ao viveiro, afetando a sobrevivência dos microcrustáceos? Foi esta questão que a levou a investigar indícios de contaminação no entorno do empreendimento, listando diversos fatores externos e fontes pontuais de poluentes que poderiam ter afetado a qualidade das águas analisadas (aspectos descritos em forma de apêndice).
Renata diz que é de fundamental importância tratar qualquer tipo de efluente antes de descartá-lo nos corpos d’água. Esse efluente pode se tornar uma fonte de abastecimento de seu empreendimento aquícola, é uma “cadeia hídrica” e devemos preservar a possibilidade de múltiplo uso deste recurso. Quanto ao efluente da piscicultura analisada por Renata em seu estudo, os organismos-teste responderam de forma mais satisfatória que aqueles expostos à água de abastecimento do viveiro.
No entanto, a interpretação de outros parâmetros analisados possibilitou a ela concluir que a preocupação com o lançamento deste tipo de efluente deve ser focada no tratamento da carga orgânica, que é incrementada ao longo da passagem da água pelos viveiros, especialmente em situações nas quais não se observam as boas práticas de manejo (adaptado do texto do jornalista Antonio Carlos Simões).
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