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Dia do Médico Veterinário: Profissional garante a sanidade e a qualidade da produção agropecuária paulista

O médico veterinário, profissional homenageado neste dia 9 de setembro, tem papel fundamental no agro paulista. Está presente em todas as etapas da cadeia produtiva, passando pela pesquisa, extensão rural e defesa agropecuária e atuando na proteção da saúde pública e da qualidade da produção agropecuária. Conheça mais sobre a atuação dos médicos veterinários na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo:

Pesquisa

Presentes em diversas frentes da pesquisa, os médicos veterinários são um elemento de grande importância na construção do conhecimento e na inovação da agropecuária do Estado. A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria, conta com servidores médicos veterinários, distribuídos em seus Institutos de Pesquisa (Institutos Biológico, de Economia Agrícola, de Pesca, de Tecnologia de Alimentos e de Zootecnia) e Polos Regionais.

O médico veterinário Nelcio Tonizza de Carvalho, que atua no Instituto de Zootecnia, lembra que a formação em Medicina Veterinária permite a atuação em diversas áreas de trabalho, de saúde pública à saúde de rebanho, de epidemiologia à endocrinologia animal, de clínica e cirurgia animal à produção de alimentos, de vigilância e inspeção à clonagem animal.

“No que se refere ao IZ, a formação em Medicina Veterinária é importantíssima para os trabalhos que envolvem produção e reprodução animal”, sublinha Carvalho, que é formado pela Faculdade de Medicina Veterinária Octávio Bastos e tem mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). "Para que um animal demonstre seu potencial produtivo, é necessário que ele seja criado em um ambiente enriquecido, onde o manejo, a sanidade, a nutrição e a genética sejam conduzidos dentro de premissas técnicas, as quais fazem parte do conhecimento tácito e explícito do médico veterinário", detalha.

Única pesquisadora médica veterinária que atua no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Márcia Mayumi Harada é formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mestre e doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela USP. Márcia tem experiência na área de ciência e tecnologia de carnes, principalmente em abate e desossa de bovinos e suínos e processamento de carne suína, ovina e pescado. “A pesquisa na área de processamento de carnes e produtos cárneos envolve o conhecimento de raças, alimentação e sanidade, que possuem uma relação direta com a qualidade do produto final, que é a carne”, ressalta a pesquisadora.

Márcia lembra, ainda, da importância de cada médico veterinário que atua em toda a cadeia de produção animal. “A atuação conjunta de todos os veterinários atuantes em cada etapa da cadeia promovem uma matéria-prima segura que servirá de base em todos os produtos processados, como linguiça, salsicha, hambúrguer, salames e pratos prontos à base de carnes”, defende a pesquisadora. “O meu conhecimento permitiu ampliar as informações para obtenção desta base segura dos produtos cárneos processados, aliadas às informações sobre os aditivos, insumos, envoltórios e embalagens envolvidos na produção", orgulha-se. Na data de hoje, a pesquisadora do Ital tem mesmo muitos motivos para celebrar, pois além do reconhecimento da profissão, comemora também o próprio aniversário.

O médico veterinário e pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA) Carlos Roberto Ferreira Bueno avalia que a participação e a presença de um médico veterinário em uma instituição de pesquisa em sócio-economia, juntamente a profissionais de outras formações, é importante enquanto agregadora de conhecimento e norteadora de perspectivas de pesquisa e de acompanhamento das cadeias de produção e de preço dos produtos.

“Eu vejo como profundamente importante ter um conhecimento sobre a fisiologia, as características de produção, das doenças e dos entraves”, diz o pesquisador, graduado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) com especialização na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Só vem a somar quando se junta tudo isso e transforma em conhecimento geral de andamento das cadeias de produção animal dentro do Estado de São Paulo, do Brasil e em um contexto mundial”, completa.

Apoio ao produtor rural

Neste dia 9 de setembro, o médico veterinário Luiz Antonio de Proença comemora 33 anos de profissão. Formou-se em setembro de 1983 pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), voltou ao Estado de São Paulo para atuar em sua região, Pilar do Sul, município da área de atuação da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) Regional Sorocaba. Em Pilar do Sul, foi responsável pela Casa da Agricultura local e, atualmente, é diretor técnico da CDRS Regional Sorocaba.

A escolha pela profissão foi a mais natural possível: “Sou filho de produtor rural, participo desde a infância das atividades com animais”, diz, orgulhoso da profissão. Depois de atuar em clínicas de animais, de pequenos a grandes, e ser instrutor credenciado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (1994 a 2008), em cursos variados como os voltados à bovinocultura de leite e corte, caprinocultura, ovinocultura, bubalinocultura, entre outros, inclusive na área de inspeção de alimentos de origem animal, o caminho “quase natural” foi se candidatar a uma vaga na Secretaria de Agricultura e Abastecimento em concurso realizado em 2006 e posse em 2008.

“Marcamos presença no desenvolvimento da economia, na preservação da saúde animal e humana e, principalmente, na importância da extensão rural, trabalhando junto aos produtores rurais, ouvindo-os e apoiando-os em suas atividades”, afirma Proença, que une a função do médico veterinário à de extensionista do Estado de São Paulo.

Proença é um dos médicos veterinários que hoje, sediados na CDRS, fazem parte da extensão rural, sendo responsáveis por fazer chegar aos produtores rurais todas as tecnologias e capacitações, principalmente os pequenos e médios produtores, a ter sucesso em suas atividades para que continuem abastecendo, com qualidade, São Paulo e o Brasil.

Defesa Agropecuária

Os médicos veterinários da Defesa Agropecuária de São Paulo coordenam as atividades para a manutenção da sanidade dos rebanhos, evitam o adoecimento e morte de animais, mantém o reconhecimento internacional de área livre de doenças (Febre Aftosa, Doença da Vaca Louca, Peste Suína Clássica e Africana, Influenza Aviária, Doença de NewCastle), contribuem para as exportações do setor pecuário, controlam e combatem diversas zoonoses (como raiva, brucelose e tuberculose).

Além disso, o Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) auxilia na garantia de qualidade dos produtos de origem animal produzidos no Estado, garantindo a inocuidade para os consumidores destes produtos.

“O serviço veterinário estadual é o elo entre a produção e a sociedade civil, para proteger a saúde e bem-estar animal, a saúde do consumidor e do produtor”, explica a médica veterinária Rita Coelho Gonçalves, que dirige o Escritório de Defesa Agropecuária de São Paulo, regional que abrange a Capital e outras 35 cidades relevantes, incluindo parte do litoral.

A veterinária explica que o serviço oficial de Defesa atua na proteção da saúde pública com a rastreabilidade da cadeia produtiva, do campo até a mesa do consumidor, identificando possíveis fragilidades que possam contaminar os animais e as pessoas; na proteção do consumidor ao mitigar os riscos de doenças transmitidas pelos alimentos, além de garantir o acesso a alimentos seguros, atuando em políticas de segurança alimentar; e promovendo e protegendo a produção animal, reduzindo as perdas por doenças, acompanhando as vacinações obrigatórias e utilização desnecessária de medicamentos, visando à competitividade das cadeias produtivas diante das barreiras sanitárias.

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