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Ovinos: projeto de viabilidade de frigorífico será apresentado em Paraguaçu Paulista

A prefeitura de Paraguaçu Paulista promove, na próxima sexta-feira (27), reunião para apresentação do “Estudo de viabilidade econômica de frigorífico de ovinos no município”, encomendado ao Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A principal conclusão do trabalho é que, nas condições avaliadas, o projeto é viável sempre que a taxa interna de retorno (TIR) for maior do que (ou igual a) 12% e o valor atual líquido (VAL) for maior do que zero. A análise foi elaborada pelos pesquisadores Marli Dias Mascarenhas Oliveira, Marina Brasil Rocha e Silene Maria de Freitas, do IEA, eAlceu de Arruda Veiga Filho, do Pólo Regional Centro Sul/APTA, a pedido da prefeitura municipal de Paraguaçu Paulista. Eles partiram de diferentes hipóteses de produção, que variaram do uso da capacidade total (abate de 100 cabeças/dia ou 2000 cabeças/mês) até 50 cabeças/dia (durante dois dias de trabalho no mês, resultando em 100 cabeças/mês), para atender diferentes situações de oferta de animais para abate no mercado. Para isso, foram consideradas duas circunstâncias: somente com investimentos da prefeitura ou então com recursos da prefeitura e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Também foram aplicados neste estudo a projeção de fluxo de caixa (relativa aos anos de implantação e andamento do empreendimento); o cálculo do valor atual líquido (VAL), estimado através do fluxo de caixa descontadas as taxas que representam custos de capital relevantes para o investidor: e a taxa interna de retorno (TIR), que é a taxa de remuneração do capital empatado ou custo de oportunidade. No caso do frigorífico com investimentos exclusivos da prefeitura, a taxa interna de retorno (TIR) do projeto mostrou-se viável até a hipótese 7 (50 cabeças/dia ou 200 cabeças/mês, considerando 4 dias trabalhados no mês) aos atuais preços de mercado, dizem os pesquisadores do IEA. “Isso indica que , tendo em vista as condições do projeto, o abate de 100 cabeças/mês, com um ou dois dias de trabalho, não retorna os investimentos.” Já a taxa interna de retorno do projeto, quando considerado o valor financiado pelo MDA, “é satisfatória em todas as condições até a hipótese 6 (60 cabeças/dia ou 240 cabeças/mês, no caso de 4 dias de trabalho). Na possibilidade de declínio de 25% dos preços praticados no mercado, a hipótese 7 (50 cabeças/dia ou 200 cabeças/mês, para 4 dias de trabalho) torna-se inviável, tanto quanto a hipótese 8 frente a uma queda de 10% na remuneração dos cortes de ovinos”. No caso do valor atual líquido, “para os fluxos de caixa que consideram os investimentos realizados pela prefeitura, as hipóteses de 1 a 7 mostram renda líquida atualizada satisfatória em todas as situações de preços no final dos 30 anos considerados. A hipótese 8 apresenta valor que satisfaz o investimento somente com os preços de mercado”. Quanto ao fluxo de caixa no projeto com financiamento do MDA, “é satisfatório em todas as condições até a hipótese 6”. Os pesquisadores do IEA concluem que “os resultados desse estudo apresentaram altos valores tanto na taxa interna de retorno como no valor atual líquido para taxa de desconto de 12 a.a., sendo considerados fora do padrão encontrado em estudos dessa natureza”. Observam ainda que “as hipóteses que apresentaram maiores valores são aquelas cuja produção está perto da capacidade total do frigorífico; nesse caso, deve-se levar em conta que, mesmo trabalhando com capacidades menores, os valores encontrados são muito satisfatórios, proporcionando altos rendimentos. No entanto, os gestores do frigorífico devem fazer um planejamento detalhado das atividades, levando em consideração a oferta de animais para abate e a demanda do mercado”. Assessoria de Comunicação da APTA José Venâncio de Resende (11) 5067-0424
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