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IAC expõe cultivares de café na Agrishow

Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de imprensa – IAC

O Instituto Agronômico (IAC) irá expor seis cultivares de café na Agrishow 2019: IAC Catuaí SH3, IAC Obatã 4739, IAC 125 RN,Obatã IAC 1669-20 Catuaí IAC 99 e Catuaí IAC 62. O IAC Catuaí SH3, IAC Obatã 4739, IAC 125 RN são resistentes/tolerantes à ferrugem-da-folha, principal doença do cafeeiro causadora de perdas de 30% a 50% na produtividade.
A IAC Catuaí SH3, além da produtividade e resistência à ferrugem-da-folha, possui menor exigência hídrica. Com esse perfil, pode ser cultivada em regiões mais quentes ou onde tem havido veranicos mais frequentes nos últimos anos. Outro atrativo dessas cultivares é que elas estão entrando no lugar de outros materiais já lançados pelo Instituto, como o IAC Mundo Novo e IAC Catuaí que, apesar de ocuparem cerca de 85% dos cafezais nacionais, são suscetíveis à ferrugem. De acordo com produtores, a despesa para controlar a ferrugem gira em torno de 8% do custo total da produção, por saca.
Devido à resistência à ferrugem, essas três cultivares do IAC podem ser adotadas no cultivo orgânico, nicho de mercado que proporciona aumento na renda dos agricultores. O valor da saca do café em plantio convencional hoje está por volta de R$ 370,00, enquanto que no sistema orgânico supera R$ 1.500,00 a saca.
O Centro de Café ‘Alcides Carvalho’ do IAC é o berço da cafeicultura mundial. Iniciou seus trabalhos em 1932, desenvolvendo, até a atualidade, 67 cultivares de café arábica (ocupando 90% do parque cafeeiro nacional e 70% do mundial), além de um porta-enxerto de café robusta, que viabiliza o plantio de café em áreas infestadas por nematoides.
O Programa Café do IAC possui 11 linhas de pesquisas visando desenvolvimento de cultivares produtivas, adaptadas a várias regiões, com baixo teor de cafeína, bebida diferenciada, resistentes a pragas e doenças e tolerantes à seca. Pesquisas com processos pós-colheita, arborização, química, cultura de tecidos, desenvolvimento regional e boas práticas agrícolas, além da difusão de tecnologias, completam o Programa Café do IAC para que as cultivares atendam os requisitos mínimos para uma cafeicultura ambientalmente sustentável e economicamente rentável.

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