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IB habilita estudantes para preparação correta de lâminas histológicas para diagnóstico de doenças em animais

O Instituto Biológico (IB-APTA) realizou em São Paulo, entre 14 e 17 de janeiro, a 11ª edição do Curso Básico de Histotécnicas Aplicadas no Diagnóstico Anatomopatológico Veterinário. Com coordenação da pesquisadora Claudia Del Fava, e a colaboração técnica de sua orientada de Iniciação Científica PIBIC-CNPq Caroline Brito dos Santos, a iniciativa formou 11 alunas que agora estão aptas a prepararem as lâminas histológicas utilizadas para diagnosticar doenças em animais.

Como explicou Claudia, “o objetivo é que os participantes saiam do curso com uma lâmina de histopatologia corretamente preparada, porque o resultado da histotécnica é a lâmina preparada corretamente”. E a turma da 11a edição foi literalmente nota 10, todas as alunas conseguiram aproveitamento máximo das lições, ou seja, essa preparação correta da lâmina de histopatologia.

“Quando nós formatamos este curso, nós compilamos em uma apostila os ‘Procedimentos Operacionais Padrão’ (POP´s) e Registros (REG´s) da Qualidade ISO 17025 da histotécnica utilizada no Laboratório de Anatomia Patológica do Instituto Biológico. O aluno recebe esse material, que explica passo a passo todas as técnicas, desde o manuseio dos equipamentos e das amostras, o preparo dos reagentes, o controle de qualidade dos reagentes, a biosseguridade”, completou a pesquisadora.

As lições levam em conta as exigências da norma internacional ISO/IEC 17025, relacionada à qualidade. Ela tem como diferencial não somente a calibração dos equipamentos pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), mas também o nível de conhecimento técnico e treinamento da equipe – uma exigência cada vez maior do mercado de trabalho.

É justamente para este mercado que Beatriz Santiago está se preparando. Estudante de Medicina Veterinária da UniFAJ - Centro Universitário de Jaguariúna, ela conta que “mexi com patologia clínica durante todo o meu curso, e agora quis ampliar os conhecimentos na parte de histotécnica, que é uma área que a gente não tem muito na minha região. É uma vantagem para mim porque pouquíssimas pessoas se interessam por essa área. É uma coisa que vou usar, vai fazer diferença, principalmente para buscar um estágio supervisionado em lugares maiores”.

Outra aluna de Medicina Veterinária, na Unisa (Universidade de Santo Amaro), na Capital, Elaine Bido também saiu satisfeita com o resultado do aprendizado. Ela já desenvolve trabalhos com o zebrafish e foi em busca do curso porque pretende não depender mais de outra pessoa para a preparação das lâminas, atualmente feita por um professor em Presidente Prudente. “A ideia é que neste ano a gente faça aqui na universidade, eu vim para cá para aprender como fazer isso.”

As duas representam as 11 mulheres que deixaram de lado o passeio das férias para adquirir conhecimento. A realização do curso em janeiro (e também em julho) não é sem motivo, o objetivo é justamente aproveitar essa “folga” dos estudantes para passar os conhecimentos tão necessários a eles.

“Se é um aluno de pós-graduação ou graduação ele está assistindo aula, como ele pode vir fazer o curso se não for nas férias? E tem que ser com poucos alunos porque ele é um curso teórico-prático, eu não desisto do aluno. Aqueles que têm dificuldades nós ficamos acompanhando até a pessoa vencer. A meta é vencer, não existe nunca a palavra não. Agora é treinar, treinar e treinar, até obter a perfeição”, finalizou Claudia.

Hélio Filho
Assessoria de Imprensa – IB

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