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Proteínas vegetais são tema de último webinar gratuito do Ital sobre ingredientes saudáveis para alimentos e bebidas

Encerramento da série, em parceria com USP e Unicamp, contará com pesquisadoras do instituto e especialista do The Good Food Institute

A demanda por proteínas vegetais está em ascensão devido a aspectos de saudabilidade e questões relacionadas à sustentabilidade no sistema de produção de alimentos, assim sua obtenção por meio de tecnologias emergentes será tratada pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, no quarto e último webinar gratuito da Série Ingredientes Saudáveis para Alimentos e Bebidas, nesta quarta-feira (29), às 16h - inscreva-se para receber o link da transmissão.

Parceria do Ital com a Escola de Engenharia de Lorena (EEL), da Universidade de São Paulo (USP), e a Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os webinars contam com a mediação da pesquisadora e vice-diretora do Ital, Gisele Camargo. Neste último encontro, a programação terá início com Raquel Casselli, gerente de engajamento corporativo do The Good Food Institute Brasil (GFI BR), que tem como foco a atuação de empresas, startups, investidores, restaurantes e varejo no mercado de proteínas alternativas e apresentará um panorama a respeito, apontando iniciativas relevantes em andamento, tecnologias utilizadas e principais desafios para implementá-las.

Já os processos emergentes e funcionalidades tecnológicas serão abordados pelas pesquisadoras do Ital Mitie Sônia Sadahira, que atua no Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate (Cereal Chocotec) e é pró-reitora do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, e Maria Teresa Bertoldo Pacheco, que atua no Centro de Ciência e Qualidade dos Alimentos (CCQA).

"Os pulses (grãos secos de leguminosas) são considerados fonte proteica, de baixo custo e de fácil manejo agrícola, mas são subutilizados, pois há a necessidade de melhoramento nas suas propriedades funcionais tecnológicas. Nesse contexto, serão abordados os processos emergentes para a obtenção de farinha com alto teor de proteínas e suas funcionalidades tecnológicas, visando menor impacto ao meio ambiente", resume Mitie, graduada e doutora em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com doutorado sanduíche na Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Complementarmente, Maria Teresa detalhará sobre leguminosas, em especial os feijões, fontes de proteínas, aminoácidos essenciais, fibras alimentares, carboidratos complexos, oligossacarídeos, minerais, como cálcio e ferro, e vitaminas do complexo B. "A inclusão diária de feijão na alimentação fornece 28% de proteínas e 12% das calorias ingeridas pelo ser humano e, nesse sentido, a importância alimentar do feijão deve-se, especialmente, ao menor custo de sua proteína em relação aos produtos de origem animal", lembra a pesquisadora, que é bióloga, mestre em Tecnologia dos Alimentos e doutora em Ciências da Nutrição com pós-doutorado em Ciência dos Alimentos pela Unicamp.

"Apesar dos benefícios, os fatores antinutricionais presentes nessa leguminosa podem ter impacto negativo, como dificultar a utilização eficiente dos seus nutrientes. A presença de inibidores de proteases (inibidores de tripsina e quimiotripsina) e outros fatores antinutricionais (fitatos) ocasiona a redução da qualidade da proteína, sendo necessário eliminar estes compostos para aumentar a sua digestibilidade", pondera.

Confira todos os webinars

Os outros três webinars, sobre lipídeos especiais, extratos fenólicos e proteínas doces e oligossacarídeos funcionais, estão disponíveis no canal do YouTube do Ital . Todos foram transmitidos no perfil do Facebook e no canal no YouTube da Mentto, que apoia a série, junto à Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia.

As quatro áreas abordadas pela série compõem a Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), parceria do Ital com a Unicamp e a USP envolvendo consórcio de empresas, cuja proposta de implantação está em fase de avaliação pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para integrar os Núcleos de Pesquisa Orientada a Problemas em São Paulo (NPOP-SP), no âmbito do Programa Ciência para o Desenvolvimento.

A iniciativa visa ampliar e aplicar o conhecimento sobre as necessidades nutricionais diárias nos diferentes estágios da vida para cardápios e alimentos com adequado aporte de nutrientes em cada estágio. "Precisamos fortalecer uma adequada nutrição aliada a alimentos seguros e sustentáveis", ressalta a coordenadora da proposta, Maria Teresa Bertoldo Pacheco.

 

Crédito imagem: Lifeforstock/Freepik

 

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